| |
RICOTTA #675 - NAS MARGENS DA FARRAPOS EU PAREI, SENTEI E CHAPEI
É engraçado o que os sentimentos ruins fazem com as pessoas. Tu vê uns marmanjos mais velhos tomando umas atitudes tão escrotas que o conceito de Respeito Aos Mais Velhos vai ganhando uma outra forma. Ah, eu escuto muita merda por aí, viu? Ainda bem que eles existem, esses malditos jornalistas. Pra espalhar por aí tudo que ouvem, já fiz muito disso na época gonzo journalismica deste blog - tenho um pouco de vergonha dela, os músicos que conheci naquela época acham que eu realmente sou aquele personagem que criei, é assustador às vezes. Bem, hoje virou hit na televisão aberta ser repórterzinho engraçadinho/espertinho... nego chega pra tu e diz: "Teu negócio é televisão." - ah, vai te à merda. porque não vai assistir um show meu e mudar tua vida? Nego vira pra tu e diz: "Pô, podia tá tirando mó grana, era só tu fazer um lance meio tipo... blahblahblah." Daí tu vê gente das antigas dizendo que não entendem os novos artistas que gerenciam a própria carreira. Daí eu vejo gente legal de hoje em dia conseguindo... Também percebo muitos artistas que embarcam cedo demais no joguinho do mainstream e que não conseguem ter muita noção de como é importante nos dias de hoje aprender a "direcionar a própria carreira". Colar com um empresário filho da puta? Que nada, man. Só cria mais um personagem dentro de você e usa ele nas horas vagas. Afinal de contas, de vez em quando é um saco essa vida de artista, ficar ali paradão, compondo, escrevendo, tocando, morrendo... NAS MARGENS DA FARRAPOS EU PAREI, SENTEI E CHAPEI por felipe ricotta www.carolazevedo.zip.net www.myspace.com/felipericotta1 www.fotolog.com/felipericotta1 www.twitter.com/rcttprod Invento os amigos. Invento as histórias, parece que eu tô psicografando todos meus anjos às vezes. Qualquer coisa importa. Beija a loira, ela não se importa de ser só mais uma. Ela quer estar ali, faz tudo por isso. Dinheiro que se ganha de dia e se perde pra noite ou pra algo material, tanto faz, tá lindo. Too Drunk To Fuck, quem disse isso mesmo? (...) Eye Of The Tiger, o dj no comando. Volta um tempo atrás, baladinha hetero rolando, quem se pega em baladas hetero? - já dizia uma amiga, eu invento as amigas, saca? Uma vadia em Poa se faz em cima de você, tudo por causa de um excesso escroto de uma noite fantasiosa. Vida como uma micareta, nada como se perder em qualquer lugar em qualquer hora seguindo o instinto, o sexo não importa nessa hora, se desiste da noite em prol de algo maior, experiência extra-corpórea? Não, são apenas as drogas fazendo efeito.
"Preciso da caneta de volta, garçom! Porra!" Cadê você? (...)
Quem tem dinheiro? Quem quer dinheiro?
(<<) - rewind Guaratinguetá, Brasília, Belo Horizonte, Divinópolis, Itajubá, Curitiba, Blumenau, Floripa, São Paulo, Porto Alegre, Caxias Do Sul, Rio de Janeiro, Juiz De Fora... Furadas, acertos, fugas em alta velocidade, vida vivida e o tempo não importa mais faz tempo. Não tem relógio, não tem tempo pra pensar no tempo. Os bons momentos se fazem é dentro da tua cabeça, o resto é exposição. Lindo mesmo é só ela indo embora no táxi e de dentro dele, ela me olha no exato momento em que o carro sai em movimento e faz um sinal de chifrinho com as mãos. Não sai da minha cabeça. Ceninha de Cinema, quem é você?
(...) "Eu não como putas, mas adoro tentar a amizade delas, ouvir suas mentiras exageradas..." - de novo o papinho sinceraço que você nunca vai conseguir acreditar.
Viver entre mundos opostos te leva a experiências inesperadas. Ser o fodão de hoje e o Forgotten Boy de amanhã, nada melhor pra manter os pés no chão. O elogio te envolve. Quando vê, já era, se perdeu, voltar pro chão fica cada vez mais difícil. Eles dizem pra você surfar a onda, você até quer mas diz que não.
"Calma que a onda mesmo ainda tá pra chegar, você vai ver."
(II) - pause O que me importa mesmo é a próxima onda, fica com essa, ok?
"Cadê meu violão, garçom?" "Hã?" (...) Abandona teu grupo porque eles não precisam da tua proteção, era só na tua cabeça . Afinal de contas, quem você pensa que é? (...) "Preciso de mais papel, cadê tu?" (...) Às vezes, não tem jeito. Você tem que falar não pras pessoas. A noite é podre, eu posso ser mais. E olha, não pensa que vai ser tão fácil assim. Não são lágrimas aqui, é só a fumaça que bateu no meu olho e ardeu. (continua...) * Felipe Ricotta é artista sensível com feeling e empresário filho da puta.
Escrito por Felipe Ricotta às 02h28
[envie esta mensagem]
[ link ]
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
|