Escute as demos do disco RECADO PESSOAL INCLUSO (sem data prevista de lançamento) em: www.myspace.com/democraciaitajubana www.myspace.com/democraciadovalair www.myspace.com/democraciadofiladaputa Escute o disco VOCÊ NÃO ENTENDEU PORRA NENHUMA (2008) em: www.myspace.com/felipericotta1 www.myspace.com/felipericotta2 (inclui versões ao vivo no Cinematheque/Setembro de 2008) Escute as demos do disco VOCÊ NÃO ENTENDEU PORRA NENHUMA em: www.myspace.com/democraciadacasadocaraleo www.myspace.com/democraciadaputaqueopariu www.myspace.com/democraciapaulistana www.myspace.com/democraciacoreana www.myspace.com/democraciachinesa
Escrito por Felipe Ricotta às 09h05
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RICOTTA #668 - FLORIPA 1999 (a parte 2)
FLORIPA 1999 (a parte 2) por felipe ricotta www.carolazevedo.zip.net www.myspace.com/felipericotta1 www.fotolog.com/felipericotta1 www.twitter.com/rcttprod
Chove na minha cabeça, eu tô na praia sozinho. Cê tenta correr, desiste, deixa chover. Volta pra trás, deu pra ouvir uma garota que comprou meu disco dizer pras amigas que eu tinha a voz igualzinha à daquele cara da televisão. Não tem preço. (...) Vendendo disco na porta do D12 em Jurerê Internacional, lembrei do dia que ela escolheu entrar com as amigas e me deixou ali sozinho. A viagem perfeita, um erro do passado a ser resolvido. Já tinha me rebaixado demais, um livro inteiro pra que tu me aceitasse de volta... desculpa, quem é você mesmo? Enfim, ela acabou comigo e eu fui embora. Ia pegar a estrada, era só pegar minhas coisas no Lumar Hotel. Foi quando eu conheci Pri Spears. Passou na rua, eu saindo do carro, olhei pra ela e... "Tá indo pra onde?" "Trabalhar." "Trabalha aqui." "Trabalho." - ela parou de andar antes de falar - "Tá nesse hotel aí?" "Tô." "Tá, mas eu preciso comprar cigarro." "Eu vou contigo então." (...) A gente deu uma volta no centro, ela comprou um cigarro, eu tinha a companhia perfeita. "Qual o seu nome?" "Pri Spears." "Olha, belo nome, hein? Aqui, eu não vou te comer porque eu não como puta. Mas sobe comigo, eu te dou uma grana." Lumar Hotel. Era pra ser eu e ela, a música que eu fiz pra ela. Mas ela nunca vai me perdoar e vai ser eternamente assim. Melhor pra nós dois. Eu eternamente reparando o dano, colocando ela lá no topo do mundo, bem distante do meu mundo, intocável. Perto dela, eu sou apenas o cara que nunca mais vai tê-la. Esquece que foi fácil demais deixar ela mega apaixonada anos atrás. Bastou um show. Esquece que o sexo não era tão bom, apesar do corpo mais escultural já tocado pelas minhas mãos naqueles dias. Bom, ela simplesmente não consegue sentir mais. Eu nunca senti, só sonhava, sonhava... Nisso, PriSpears fazia um strip pra mim e dançava enquanto eu tocava "Lumar Hotel". Dei um Ipod pra ela. (...) (a noite seguinte.) "Desculpa, amigão. Tava fora do tempo?" "Um pouquinho." Nem tava, cara. Nem. Mas enfim. Noite toda errada, fundo do poço no Blues Velvet. Inferninho no centro de Floripa. Tinha acabado de tomar um fora muito bem dado de uma mal amada nativa, dois guitarristas punheteiros punhetando aquele jazz e me enchi daquela porra, vamo atrapalhar, vamo aparecer, vamo bater com o garfo no copo e que se foda. Virou jam porque eu tô precisando muito me sentir vivo de novo, nada melhor do que a música. Um deles pede pr'eu parar com a cabeça e a animosidade toma conta, o dono do bar me dando uma dose de graça, dando risada e me garantindo que o ácido que me deram na porta do puteiro ali do lado era aspirina e que a garota que eu beijei na outra noite ele também pegou naquela mesma noite e que ela tava facinho. "Ah, não me diz isso, pra quê me botar no chão? Deixa eu acreditar na magia estúpida das paixões alteradas que a noite me presenteia." Pra quem escrever? Pra quem cantar se não for pr'aquelas lembranças do que poderia ser e que se transformou em nada no telefone celular fora de área do dia seguinte? Entretenimento é fugir do marasmo comum do amor real, da família que ganha do amor e que vai virando teu eu sufocado... E como dá pra lidar bem com todos esses extremos opostos sem machucar ninguém? A verdade é que eu tô vidrado no teu beijo, vou roubar você pra mim mas tive que mudar de planos porque ainda não sei se tu vale tudo que meus lábios sentiram. Não só os lábios, passou pra mente, daí ocupou-a por inteiro por várias horas de dois dos meus últimos dias, eu juro. Depois desfoquei. Deve ter sido quando você preferiu contar pros outros que tava dispensando alguém pra compensar tua frustração de ainda não ter chegado longe nos teus sonhos. Trocou carinho por ascensão social, desconfiou de um anjo, cagou a porra toda e fica aí sorrindo amarradona. (...) "Sabe o que é, querida?" "Diz." "A arrumadeira do hotel jogou fora teu telefone, tava junto com um monte de papéis que tirei do bolso e..." "E aí que você simplesmente desistiu?" "E aí que eu comecei a desistir quando você pagou um pau absurdo pr'aquele coroa bem na minha frente e no auge do meu deslumbramento. Foi bem ali que eu comecei a rever meus conceitos. Tu não tava do meu lado e eu tava do teu." "Eu não..." "Esqueceu que eu vou roubar você pra mim?" "Vai nada." * Felipe Ricotta é artista sensível com feeling. Trabalha com imagem, som e letras. RICOTTA. DESDE 2004 VIVENDO DE ROCKENROU (e outras vadiagens).
Escrito por Felipe Ricotta às 03h37
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RICOTTA #667 - EU CONTRA VOCÊS
Primeiro você vai pro bloco de notas. Conquista as inteligentes. Depois você vai pro palco. Conquista a tua liberdade artística de volta e vai lá pro alto... Depois você vai pra... Você quer estar num lugar onde tu chega à cabeça das pessoas justamente quando elas estão querendo esvaziá-la? "I know the name of the game, any rockenrou star is a pityful shame..." - o amigo john davis me dá o toque. EU CONTRA VOCÊS por felipe ricotta www.carolazevedo.zip.net www.myspace.com/felipericotta1 www.fotolog.com/felipericotta1 www.twitter.com/rcttprod
O corpo vai se destruindo com o passar do tempo, esquece isso. Esquece que vai ficando cada vez mais difícil estabelecer o caos sem deixar que o caos tome conta de você também. Tem que explicar pra todo mundo o porquê das coisas, é isso? Mas que saco, vão se foder. Me deixa aqui com a minha paz de espírito, com a minha vidinha sem graça, sem essas paradinhas materiais que vocês precisam, sem essa ganância por dinheiro a qualquer custo... As pessoas mais infelizes que eu conheço são aquelas que fazem as coisas na vida focadas primeiramente no dinheiro que vão ganhar com aquilo. (...) Daí pronto. Você resolve acabar com tudo de uma vez. "Ei, garota. Vamos jogar limpo. Simplesmente ligar o foda-se, descer desse muro de vaidade que nossas mentes projetam e que nos afasta... Que tal? Me conta que eu te conto, confia, deixa eu entrar." O que acontece? Lá vai ela ter o que contar por aí de novo. A informação gira rápido quando começa a aparecer mais gente curiosa/interessada em teus segredos. Os segredos viram arte porque ninguém se escuta quando a informação é demais. É muito celular pra muito pouco conteúdo do que se fala. É muita vontade de gastar mais, de ter mais... o que isso te gera? (...) Daí pronto, olhe ali pro lado. Lá vem eles te dando patada de novo. Lá vem neguinho ficar soltando no ar o sarcasmo, liberando a negatividade, querendo te fuder a qualquer custo. Obrigado a vocês pela oportunidade de aprender a ser escroto. Bem necessário nesse nosso mundinho, né? (...) Uma vez resolvi embarcar nessa de tirar sarro da arte dos outros. Todas as vezes que fiz isso, me fodi porque depois pensei em como era frustrante tu gastar tempo derrubando os outros e se aproveitando do público dessas pessoas pra se fazer. Todas as vezes que encontrei com essas pessoas, me senti envergonhado e humildemente pedi desculpas. Algumas realmente não sabiam do que se tratava, podem ter fingido. Pra mim, não me interessava se elas sabiam ou não do que eu tinha pensado, o que me importava era a minha consciência. Foi aí também que eu tive certeza absoluta de que gostava mais de produzir do que de sacar o que estava sendo produzido. Vejo essa "nova geraçãozinha engraçadinha" fazendo isso o tempo todo e penso PUTZ, AINDA BEM QUE EU JÁ PASSEI DESSA FASE. (...) Ei, mas não é tão simples assim. Os amigos que tu estende a mão, agora te dizem não porque é legal ter um motivo pra brigar com você. Por vaidade, por saudade, whatever. "Então não estenda a mão ao amigo, simplesmente pense neles de longe, deseje sorte à todos que te querem bem, tipo uma prece mermo, antes de dormir, sei lá... o que tu achar menos piegas.... e daí... já que você vai ter que jogar o jogo e tua vida social vai virar um caos mermo, simplesmente faça o que você tiver que fazer e vai levando a vida, por mais bizarra que seja pros outros." - olha, muito boa, hein? se saiu muito bem. (...) Quem deixa de lado a Espinafration Society ganha vários bônus a longo prazo. Assim como quem espera pela trepada ideal, ao invés de sair correndo atrás de uma. Quando eu quero trepar mas vai ser só por trepar, às vezes eu prefiro pegar o binóculo e sacar alguma vizinha e imaginá-la. Ela nem precisa estar nua. Ela pode estar trocando uma fralda, lavando uma roupa, ela pode estar chegando do trabalho, ela pode estar saindo do banho e fechando a cortina, tanto faz... Tem gente que chama isso de tara, de falta de respeito, de tudo que é ruim... eu chamo de inspiração. (...) Que bom que voltamos às garotas, a melhor parte de tudo isso, essa que é a verdade. Bom, às vezes pela janela, elas acabam ficando nuas. Eu particularmente prefiro quando não é tudo o que se mostra mas enfim... ela surgiu realmente toda nua, aquela boceta maravilhosa ali bem na minha cara. E agora? A intimidade mor foi invadida, um marido foi desrespeitado, foda-se. E você ali? Vai fazer o quê? Bater uma punheta? Não. Calma. Só assiste. Percebe o jeito dela lidar com o próprio corpo. (...) Ei, gatinha linda. Tem medo de quem você realmente quer e vai procurar a imitação barata? O de camelô? Do outro lado, temos ali os egos inflados mas inflados de algo não genuíno, os que desistiram de serem eles mesmos. Você vicia em dar às pessoas sempre o que elas querem, algo que seja familiar aos ouvidos. Não esquece isso. Isso atrapalha muito quando você precisa criar. (...) (enquanto isso, em algum colégio...) "Humm... criativo e inovador... já pensou em fazer publicidade, Pedrinho?" "Não, tia. Eu quero ser astronauta." (...) Olha, dessa vez acho que eu roubei a tua atenção. Você pode falar que não. Você pode não estar dando a mínima. Ou de repente, você realmente não tá acreditando em mim porque eu te dou todos os motivos pra você duvidar de mim, sendo assim tão misterioso e direto ao ponto. Daí eu paro tudo e penso que certas horas, tanto faz pra quem você tá escrevendo... a mira vai pra uma pessoa, depois pra outra. De repente quando você se dá conta, já virou um comício de todas as pessoas ao redor aqui dentro da cabeça. Quem são esses VOCÊS afinal? (...) Eu curto estar perto de garotas burras, às vezes de garotas interesseiras também... É divertido. Pode não ser tão cool como trocar uma idéia com uma mulher de verdade. Às vezes, a pessoa tem beleza mas não tem nada mais e você fica pensando em como aquilo deve estar preenchido. Mas o pior é quando você simplesmente acha que ela não tem nada de mais, daí ela vai lá e te surpreende com um golpe fatal, tu pensa YEAH, ESSA GAROTA É DEMAIS. (...) "Yeah. Essa garota é demais." (<<) - rewind. madrugada louca. Daí tu tá com uma estranha na tua cama e de repente ela vem na tua cabeça, tu começa a lembrar de tu passando a mão no corpo dela, começando ali pela barriga, ela deitada na tua cama bem ali onde a estranha está, quase na mesma posição. Minha mão começa pela barriga, sobe até o seio esquerdo, por cima do sutiã, a barriga de fora... pára tudo. Pára tudo, você volta a si e você não está com ela, você está passando a mão em outra pessoa. Putz, que ruim. Cadê você? Por quê fez isso comigo, vadia? AAAAAAA. Me destruiu por 2 dias inteiros. (...) (dois dias depois...) Agora eu entendi que foi necessário. Obrigado, querida. TRILHA SONORA RECOMENDADA PARA O MOMENTO: "nem sei porque cantei" ESCUTE UMA DEMO DESSA MÚSICA EM WWW.MYSPACE.COM/DEMOCRACIADOFILADAPUTA (...) Pois bem, voltando ao assunto chato. De volta à vocês, deixa as garotas um pouco de lado. Sempre é melhor assim, não? Quando eu me posiciono dessa maneira, me isolo, me machuco, compro a briga e... Olha, não é que eu tinha razão? Agora eu sou o sábio, como assim? Mudou de idéia? Fiquem aí que eu fico aqui da minha. Tamujunto. Mas percebe meu método, sei que ele não é que nem o teu. Sei que você tá nessa por outros motivos, os teus motivos. Normal, eu com o meu, você com o seu, você ali com o seu outro ali... Agora só não se esqueça de que minhas armas estão apontadas até que me provem o contrário e eu faço o que tiver que fazer pra defender meus ideais, minha ética, meus amores e meu caminho. Meu respeito eu ganho a longo prazo e quem ri de mim sempre acaba me apertando um baseado depois. Faço questão de fazer o mermo, ser cordial com quem me surpreende e resolver sempre minhas tretas onde achar que fiz besteira injusta com alguém. (...) Chega, né? Aliviou minha alma. * Felipe Ricotta é artista sensível com feeling. Trabalha com imagem, som e letras. RICOTTA. DESDE 2004 VIVENDO DE ROCKENROU (e outras vadiagens).
Escrito por Felipe Ricotta às 03h19
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