Histórico


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 mtv overdrive
 EU LEIO RICOTTA NO ORKUT
 Dynamite
 blog da fernanda guimarães
 Blog do LittleRock
 Blog do Provolone


 
VENHA PARA O MUNDO DE RICOTTA


RICOTTA #666 - ENFRENTANDO A ZICA

Impressionante como passa um tempo e nada melhor do que o silêncio.
Depois tua banda preferida no escuro, fone de ouvido e... é difícil encarar você, maldita tela do computador.
Não sai nada.
Vai pro violão.
Não, continua e encara de frente.
A impulsividade de botar pra fora mais uma idéia se perdeu, agora a idéia é guardada e remoída até se perder no ar e abrir

em alguma outra direção que de repente bate de frente com o que tava perdido no limbo criativo mas que foi recuperado.
A volta que é dada com a certeza de que cada grau percorrido dentro do círculo importa.
Pra frente e em círculos, é como se evolui com classe.
A velocidade da informação aumenta, senhoras e senhores.
Corram pra onde todo mundo está, porque eu vou ficar aqui onde os poucos aguentam ficar.
Perco a garota mais bonita, saio mal na foto e queimo meu filme com todos só pra esperar mais uma vez o mundo girar e

tudo fazer sentido ao meu redor.

ENFRENTANDO A ZICA por felipe ricotta
www.carolazevedo.zip.net
www.myspace.com/felipericotta1
www.fotolog.com/felipericotta1

Cortaram a luz.
Ok.
Não tem telefone.
Ok também.
Não tem um violão.
Ok também.

(olha, acho que já deu. um dia eles começam a me pagar mais e eu vou poder ter todas essas coisas)

"Mas peraí, viver sem isso até que é divertido, não?"

Não tem roupas novas? Não tem carro legal?
Não, foda-se tudo isso.
Não tem público?
É um longo caminho a se percorrer.
Não tem inimigos?
Vários, as inimizades brotam em cada novo lugar, assim como as amizades, faz parte do processo de quem não consegue

evitar chegar dando uma bica na porta, que é pra ser notado mermo e foda-se.
(...)

Pra fazer sorrir, faz um personagem porque minha tarefa é um pouco mais dura.
Eu não vou te deixar feliz, eu vou te falar o que ninguém te fala e deixar uma marca em você bem forte, que é pra quando

ela começar a curar, dê o tempo exato d'eu dar mais uma volta por aí e voltar chutando duas vezes mais intenso dentro de

você... dentro do que eu tô construindo pra gente lá na frente... pra te mostrar o quanto eu te amo mas que não posso ser

só seu porque é incontrolável agora enquanto ainda tenho forças pra acreditar

no poder da combustão libertina da juventude eterna.

"Ei, cuidado onde você está se metendo..."

Pois é... eu sou forte mesmo é onde não dá pra se chegar fisicamente, mas eu poderia socar aquele filho da puta por você,

é só você me fazer sentir como ela faz.
E isso não é tão fácil.
(...)

É quando os amigos dizem que você não é mais o mesmo.
É quando tu sorri mais quando está cercado de filhos da puta que querem algo que tu tem e você vai lutar até o final pra tirar

algo deles também, mesmo que não precise.
Quando tu sente a nova geração chegando e te destruindo sem dó nem piedade, você luta mas sem suar uma gota.
Na verdade, a batalha só existe no universo de quem quer a batalha.
E daí tu fica olhando e pensando "olha, mas que idiota..."
Espera o momento do deslize... opa, olha só... você acaba comigo mas segue meu caminho, não?
Onde você aprendeu isso, hein?
Soube ouvir?
Não?
Não tem problema, foi pro teu inconsciente, foi pros teus sonhos...
(...)

(senta no bar, capricha no olhar pro lado, faz a pose...)
"Ei, garçom? Copo de vidro, por favor. Me respeita."
"Meu deus, como você é poser..."
"Então, a pose vem acoplada ao talento."

Nisso, começou a tocar "Mitchell Lane". Ben Folds Five. No meu fone de ouvido enquanto lembro em flashes dos bons

momentos.

"Quem disse que você tem talento?"

* Felipe Ricotta é artista sensível com feeling. Você pode me seguir no Twitter, mas também pode me seguir pela estrada.

E olha... eu volto, viu?
Difícil é gostar do que já tá feito, dá vontade de fazer mais.

BONUS TRACK:

Entrevista para o jornalista Rubens Herbst

O HOMEM POR TRÁS DA MÁSCARA
Sim, Marcelo Adnet é uma estrela cômica com grande talento pra paródia musical e imitações. Só que o “15 Minutos”, que

ele apresenta na MTV, não teria a mesma graça se não fossem as intervenções – mal-humoradas, muitas vezes – de

Kiabbo, o mascarado tocador de violão que ocupa a poltrona ao lado. O sucesso do programa deu vitrine pra Kiabbo revelar

sua verdadeira identidade: Felipe Ricotta, roqueiro de boa cepa que este ano lançou o primeiro disco, “Você Não Entendeu

Porra Nenhuma”, cujo single “Garota Frank Jorge” é uma pedra preciosa fadada a virar hit (ou não).

Felipe ainda cultiva um alter-ego blogueiro chamado Carol Azevedo, cujos textos ácidos revelam uma índole contrariada

com a zica que acomete os relacionamentos, as expectativas e a cultura. Entre a tela do computador e as gravações do “15

Minutos”, Felipe ainda reserva um bom tempo pra rodar o Brasil (sem máscara) fazendo shows, como o de quarta-feira

passada em Florianópolis. Aproveitando a passagem, “Orelhada” decidiu que era hora de saber: quem és tu, brother?


Há quanto tempo existe o Kiabbo? Ele surgiu por causa do “15 Minutos”?

Felipe Ricotta – Eu sou músico desde os 14 anos, escritor, e flertei com o jornalismo gonzo quando escrevi umas crônicas

sobre shows e eventos que rolavam no Rio. Por causa desses textos, eu fui parar na MTV.

E o humor como ganha-pão, quando começou?

Felipe – Começou no blog www.carolazevedo.zip.net em 2004 esse lance de fazer humor com referências musicais.

Você faz shows/aparições como Kiabbo também?

Felipe – O Kiabbo roda o país fazendo discotecagens “rockenrou”.

Alguém já te reconheceu sem a máscara?

Felipe – Já, sim, tem rolado bastante. Quando eu quero ser reconhecido, é só fazer um corte de cabelo bem ridículo que

fica fácil de as pessoas descobrirem.

Você diria que o Felipe Ricotta é um personagem também?

Felipe – Na época do blog, pode-se dizer que sim. Hoje em dia, tô divulgando meu disco de estreia “Você Não Entendeu

Porra Nenhuma” e em cima do palco acho que todo artista acaba virando um personagem, sim. Aliás, acho bem patético

esse tipo de artista que não sai de cima do palco, que faz da vida o verdadeiro palco... É importante separar bem as coisas.

“Você Não Entendeu Porra Nenhuma”: o que há pra ser entendido, Felipe?

Felipe – Sempre dá pra explicar um pouco mais e sempre dá pra deixar algo a mais no ar pra ser compreendido a longo

prazo. É como eu levo minha vida.

Tanto no “15 Minutos” quanto no teu som e nos teus textos há um elemento de raiva/crítica forte. As relações interpessoais

te frustram tanto assim?

Felipe – Cara, eu não consigo ficar satisfeito por muito tempo e isso move meu processo criativo. É necessário, às vezes,

botar a negatividade pra fora e transformar ela em algo que faça o mundo girar. Minha função na Terra é nadar contra a

maré na maior parte do tempo e eu sei que pago um preço grande por isso. Quanto às relações interpessoais, eu sou

como qualquer outra pessoa. Muitas vezes saio frustrado, muitas vezes saio satisfeito... sei lá, hahahaha.



Escrito por Felipe Ricotta às 00h37
[] [envie esta mensagem] [ ]




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]