RICOTTA #222 - FLORIPA 1999
FLORIPA 1999 por felipe ricotta www.carolazevedo.zip.net www.myspace.com\felipericotta1 www.fotolog.com\felipericotta1 ATENÇÃO PASSAGEIROS DO VOÔ 1999 COM DESTINO À FLORIAN...
Não, eu vou pela estrada.
"Mas já não tem mais como, a passagem já está comprada."
Foda-se. Eu vou pela estrada 666, baby. (...)
E assim começou o que eu resolvi chamar de livro. A Ricotta #406. - (procura ela aqui no blog ali embaixo...) Desde 1999, eu faço a mesma maldita viagem, passo pelos mesmos lugares, e continuo a lembrar do que aconteceu, e em como a partir daquilo, eu me dei conta de vez de como a arte te pega de vez e não tem volta. As palavras vão se pregando na tela da internet mas era pra ser livro, assim como o www.myspace.com\felipericotta1 que era um disco - e ainda é, segundo a Bolacha Discos, em 2009, quem sabe? Será necessário? Assim como as demos, assim como todas essas histórias ao longo dos tempos. Algumas relatos humorísticos em forma de hunter jr garotão, outras como a dupla Mitch & Toother, outros totalmente ficcionais,os contos eróticos, os contos românticos... e EI, COMO ASSIM ESSES MALDITOS JORNALISTAS DA ROLLING STONE NÃO ME CONSIDERAM UM ESCRITOR?
"Opa. Escapuliu." É, dá vontade de falar também sobre como esse meio de viver que escolhi pode ser injusto às vezes. Mas a intenção se volta pro irreal de novo. O que me importa é Porto Alegre que me desperta a vontade de criar e me movimentar de novo. O que me importa é fazer cinco cópias piratas do meu próprio disco e vender pra tentar pagar a gasolina da volta. O que importa é encontrar um jornalista das antigas e dizer pra ele EI, ESCUTA DE NOVO O RITUAL DE LO HABITUAL do Jane's Addiction e reveja seus conceitos. http://br.youtube.com/watch?v=4puFlZNIWvM http://br.youtube.com/watch?v=Eb1Nf75M3LM http://br.youtube.com/watch?v=NccuH5nDiKA "Magoado." - ela diz. "Talvez seja necessário, minha querida. Quero poder viver um pouco melhor sempre, poder criar uns filhos, que tal?" Às vezes a gente se martiriza trocando uma idéia com JC, que tocava no Grateful Dead. Opa. Fazer humor com música e fazer música séria? Dá pra fazer tudo isso ao mesmo tempo? Dá pra atuar, compor, gravar, trepar, fugir do trabalho mais cedo?
"Quem sabe dar uma malhadinha, hein? Tás meio caído, garoto de apartamento!" "Má tu me conhece pra me chamar disso, linda?" (...) (já em Porto Alegre, Cidade Baixa) Do Laika, lembro do Andy Kaufman e do banheiro e das duas se ajeitando na frente do espelho... eu olhando e desejando ser sequestrado pelas duas... "Cês moram juntas, é? Cês tão se pegando, é? Cês não querem me levar pra casa de vocês não?"
Volta. Acabei lembrando que eu já tinha sido sequestrado por quatro moças que me tiraram da Avenida Independência e me levaram pro Laika. E falando no Laika, não vai me emprestar mermo a biografia do Andy Kaufman? Não quero ler inteira, só quero ler uns trechos e poder contar uma ou duas boas histórias pra essa nova geração do humor brasileiro, esses bandos de recalcados de merda que ficam tirando sarro dos grandes humoristas das antigas do Zorra Total, aquela merda de programa cheio de lendas vivas trabalhando. Alguém tem a biografia do Andy Kaufman? Os livros que gosto leio e dou, os gênios que eu admiro fujo de tudo que eles fazem como o Diabo foge da cruz. Mas o Diabo não foge da cruz, quem disse isso? O Diabo se masturba na cruz, no mínimo. "Não?" E quem disse que dá pra controlar quem te acompanha depois de um tempo? (...) (>>) - forward. segunda feira. Show do www.myspace.com\walverdes no Cultura Rock Bar (Olavo Bilac, 251). Alto pa caraleo, necessário. A casa toda cheia de vinis, eu sozinho no aguardo dos novos amigos e amigas, tem vinil do Europe, do Skid Row, do Rod Stewart, do Elton John e do Richard C...
(<<) - rewind. sábado à noite, sem dinheiro, sozinho e com o Elton.
Elton toca o seu piano mas eu não tô conseguindo dar a mínima pra ele nem pra ninguém. Eu queria tá na rua, mas não tenho um puto no bolso, erro de planejamento, viver de ripongagem sem comunicação móvel hoje em dia gera erros de planejamento mas vale a pena pela picaretagem adquirida. Normal, vamos escrever então. Citando Joy, "as plaquetas não deixam". Meu tesão acumulado não deixa. Entro em meu MMI (Mundo Mainstream Internético) e elas me fazer companhia pela noite no limbo. Necessária também.
(<<) - rewind, sexta.
A Pata de Elefante ia tocar no Long Play e eu tava trancado num quarto de hotel por dois dias desesperado pra que algo me levasse pra rua ou algo saísse da minha cabeça pra minha mão e pra minha voz e chegasse combinando com o violão que me emprestaram, ela chupando meu pau e eu achando aquilo tudo muito errado, pára tudo, volta pro real, conversa comigo e esquece esse lance de querer dar pra mim e contar pras amigas tirando sarro de que tu deu prum legume.
"Olha, eu acho que você não entendeu porra nenhuma." - mercha. www.myspace.com\felipericotta1 De volta com a programação normal, acabei sendo apresentado ao estúdio Marquise51, onde o Ray Z mixava as novas do www.myspace.com\identidaderock Misturei a realidade com a ficção de novo, pulei o tempo e me vi nu numa piscina tendo meu primeiro surto criativo musical satisfatório em termos de composição dos últimos tempos... É, preciso parar de trabalhar um pouco, mas se eu paro a coisa não anda, essa é a vida adulta, penso em Jeff Buckley e ele me diz... Hey, it's a prison for a working day.
http://br.youtube.com/watch?v=Q71_uFKzCDo * Felipe Ricotta é artista sensível com feeling. Bonus Track: Entrevista pra Rolling Stone na íntegra. Feita por Ademir Corrêa.
AC: Qual o maior mico que você já pagou? Passar dois anos fingindo ser jornalista pra arrumar um emprego na MTV. AC: Até onde você iria por uma piada? Eu me transformei em dois por uma piada, acho que isso é bem grave. AC: Qual a situação mais engraçada que você já passou ou presenciou na vida? Fazer mais sucesso como humorista do que como músico e escritor. AC: Que piada sempre dá certo? Mentir para a imprensa. AC: Quem é o gênio incompreendido da comédia? Esse ano teve dois programas que bombaram: 15 Minutos e CQC. Se parar pra pensar que eu faço parte de um deles e que eu desisti de fazer na tv o repórter-personagem sem noção que eu fazia pela internet que era bem na linha do CQC, acho que sou eu. Mas tenho noção de que as pessoas ainda não entenderam porra nenhuma. AC: Para você, qual o momento mais engraçado da TV brasileira? Eu não vejo TV, só os jogos do Flu. AC: As coisas são mais engraçadas na vida ou na telinha? Eu só faço o engraçado na tela. Fora dela, acho um saco essa modinha que tá rolando do humor. Mas tá acabando, tá acabando... AC: Qual a maior zoada que você já levou? Foi uma mulher, mas isso eu não posso contar. AC: Tem algum apelido que não goste? Eu fico muito incomodado quando me chamam de gênio. AC: Minoria favorita para ser zoada? Os jornalistas! AC: Qual a piada do ano? O disco de estréia de Felipe Ricotta chamado VOCÊ NÃO ENTENDEU PORRA NENHUMA. AC: Qual o(a) brasileiro (a) mais engraçado (a) de todos os tempos?
Sei lá, tem vários.
Escrito por Felipe Ricotta às 18h51
[]
[envie esta mensagem]
[ link ]
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
|