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RICOTTA #1708 - COMI TUA BOSTA, QUERIDA!

COMI TUA BOSTA, QUERIDA! por felipe ricotta
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Cheguei no quarto, ela tava com a porta trancada.

"Amor." - toctoc
"Quê?"
"Preciso te perguntar uma coisa..."
"Calma, tô no banheiro."
"Então, mas tem a ver, abriaê rapidinho."
"Agora não dá."
"Sério, rapidinho."
"Não dá pra esperar, pô?"
"Não... deixa eu te falar... cê tá cagano?"
(...)

Um amigo me diz que leu num livro que quando você fica famoso, não consegue mais confiar em ninguém porque fica se perguntando quem será que tá se aproximando por interesses ruins.
Quando você fica famoso, você mantém as pessoas ao redor por ali e vai testando, testando.
Quando você fica famoso, todo o teu redor muda, não tem como evitar.
Quando você fica famoso, coisas INACREDITÁVEIS acontecem envolvendo ex-namoradas, amigos, inimigos, família.
Quando você fica famoso, as garotas gostam mais de você em público.
Quando você fica famoso, você deixa o namorado da garota que admira teu trabalho puto querendo te bater quando ela sorri dizendo teu nome.
Quando você fica famoso, você toma muita porrada verbal - pelas costas dos que te conhecem e pela frente dos que não te conhecem.
Quando você fica famoso, você fica sozinho porque é um caminho de loucos e de poucos.
Quando você fica famoso, você revê o conceito de amor.
Quando você fica famoso, você trepa com mais gente.
Quando você fica famoso, aquelas que tão numa FASE MAL AMADA e aquelas que serão pra sempre ESCROTAS POR NATUREZA MESMO chegam perto, te dão bola e te dão um fora pra sair por cima e contar pras amigas.
Quando você fica famoso, você acha que todo mundo quer te comer o tempo todo.
Quando você fica famoso, você brinca de ser Deus escondido quando pára pra pensar que está em vários lugares na mesma hora ao mesmo tempo.
Quando você fica famoso, você acha que pode pular etapas que ninguém vai perceber o pulo do gato.
Quando você fica famoso, você precisa se esforçar pra demonstrar humildade quando tua cabeça tá láááá no alto.
Quando você fica famoso, você fica solteiro mas elas dizem que são suas namoradas e você paga de corno em lugares inimagináveis, às vezes onde você nunca esteve.
Quando você fica famoso, suas vontades ficam muito mais importantes que a vontade de quem tá ao seu redor e não é tão famoso como você.
Quando você fica famoso, você fica achando que as pessoas estão olhando pra você o tempo todo.
Quando você fica famoso, você descobre que a mídia é podre.
Quando você fica famoso, você não consegue lembrar o nome de ninguém porque os nomes são vários agora.

http://www.youtube.com/watch?v=VPfusmx1wIo

"Como é que vai você? Qual é o seu nome mesmo?" - o meu amigo arnaldo canta pra mim e eu penso:

PUTA QU'O PARIU! AINDA BEM QUE EU NÃO SOU FAMOSO!
(...)

"Ai, amor. Sério que você vai fazer isso mesmo?"
"Eu preciso."
"Que nojo."

(dez minutos depois)
"Quer um pedacinho?" - mastigando, mastig...

* Felipe Ricotta é artista sensível com feeling, empresário fdp e feudalista.

"Olha, numa boa. Depois de hoje, eu nunca vou ter um filho com você. Desiste."
"Você não é a única, relaxa."

Quando você fica famoso, a VAIDADE fica tentando ganhar do CARINHO o tempo todo.



Escrito por Felipe Ricotta às 03h48
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RICOTTA #675 - NAS MARGENS DA FARRAPOS EU PAREI, SENTEI E CHAPEI

É engraçado o que os sentimentos ruins fazem com as pessoas.
Tu vê uns marmanjos mais velhos tomando umas atitudes tão escrotas que
o conceito de Respeito Aos Mais Velhos vai ganhando uma outra forma.
Ah, eu escuto muita merda por aí, viu?
Ainda bem que eles existem, esses malditos jornalistas.
Pra espalhar por aí tudo que ouvem, já fiz muito disso na época gonzo journalismica deste blog - tenho um pouco de vergonha dela, os músicos que conheci naquela época acham que eu realmente sou aquele personagem que criei, é assustador às vezes. Bem, hoje virou hit na televisão aberta ser repórterzinho engraçadinho/espertinho... nego chega pra tu e diz:
 
"Teu negócio é televisão." - ah, vai te à merda. porque não vai assistir um show meu e mudar tua vida?
 
Nego vira pra tu e diz:
 
"Pô, podia tá tirando mó grana, era só tu fazer um lance meio tipo... blahblahblah."
 
Daí tu vê gente das antigas dizendo que não entendem os novos artistas que gerenciam a própria carreira.
Daí eu vejo gente legal de hoje em dia conseguindo...
Também percebo muitos artistas que embarcam cedo demais no joguinho do mainstream e que não conseguem
ter muita noção de como é importante nos dias de hoje aprender a "direcionar a própria carreira".
Colar com um empresário filho da puta?
Que nada, man.
Só cria mais um personagem dentro de você e usa ele nas horas vagas.
Afinal de contas, de vez em quando é um saco essa vida de artista, ficar ali paradão, compondo, escrevendo, tocando, morrendo...

NAS MARGENS DA FARRAPOS EU PAREI, SENTEI E CHAPEI por felipe ricotta
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Invento os amigos.
Invento as histórias, parece que eu tô psicografando todos
meus anjos às vezes.
Qualquer coisa importa.
Beija a loira, ela não se importa de ser só mais uma.
Ela quer estar ali, faz tudo por isso.
Dinheiro que se ganha de dia e se perde pra noite ou pra algo material, tanto faz, tá lindo.
Too Drunk To Fuck, quem disse isso mesmo?
(...)


Eye Of The Tiger, o dj no comando.
Volta um tempo atrás, baladinha hetero rolando, quem se pega em baladas hetero? - já dizia uma amiga, eu invento as amigas, saca?
Uma vadia em Poa se faz em cima de você, tudo por causa de um excesso escroto de uma noite fantasiosa.
Vida como uma micareta, nada como se perder em qualquer lugar em qualquer hora seguindo o instinto, o sexo não importa nessa hora, se desiste da noite em prol de algo maior, experiência extra-corpórea?
Não, são apenas as drogas fazendo efeito.

"Preciso da caneta de volta, garçom! Porra!"


Cadê você?
(...)


Quem tem dinheiro?
Quem quer dinheiro?


(<<) - rewind
Guaratinguetá, Brasília, Belo Horizonte, Divinópolis, Itajubá, Curitiba, Blumenau, Floripa, São Paulo, Porto Alegre, Caxias Do Sul, Rio de Janeiro, Juiz De Fora...
Furadas, acertos, fugas em alta velocidade, vida vivida e o tempo não importa mais faz tempo. Não tem relógio, não tem tempo pra pensar no tempo.
Os bons momentos se fazem é dentro da tua cabeça, o resto é exposição.
Lindo mesmo é só ela indo embora no táxi e de dentro dele, ela me olha no exato momento em que o carro sai em movimento e faz um sinal de chifrinho com as mãos. Não sai da minha cabeça. Ceninha de Cinema, quem é você?

(...)


"Eu não como putas, mas adoro tentar a amizade delas, ouvir suas mentiras exageradas..." - de novo o papinho sinceraço que você nunca vai conseguir acreditar.


Viver entre mundos opostos te leva a experiências inesperadas.
Ser o fodão de hoje e o Forgotten Boy de amanhã, nada melhor pra manter os pés no chão.
O elogio te envolve.
Quando vê, já era, se perdeu, voltar pro chão fica cada vez mais difícil.
Eles dizem pra você surfar a onda, você até quer mas diz que não.


"Calma que a onda mesmo ainda tá pra chegar, você vai ver."

(II) - pause


O que me importa mesmo é a próxima onda, fica com essa, ok?

"Cadê meu violão, garçom?"
"Hã?"
(...)

Abandona teu grupo porque eles não precisam da tua proteção, era só na tua cabeça .
Afinal de contas, quem você pensa que é?
(...)

"Preciso de mais papel, cadê tu?"
(...)

Às vezes, não tem jeito.
Você tem que falar não pras pessoas.
A noite é podre, eu posso ser mais.
E olha, não pensa que vai ser tão
fácil assim.
Não são lágrimas aqui, é só a fumaça que bateu no meu olho e ardeu.
(continua...)

* Felipe Ricotta é artista sensível com feeling e empresário filho da puta.



Escrito por Felipe Ricotta às 02h28
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RICOTTA #100 - MOSTREI O DEDO DO MEIO

...MOSTREI O DEDO DO MEIO por felipe ricotta (deluxe edition)
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"A gente tem que gostar de quem gosta da gente." (Garota NNG ensinando o seu caminho pra felicidade.)

ESCUTE FUCK THE WORLD DO THE VINES...

http://www.youtube.com/watch?v=COYLDpb3uZA

(eu e ela no carro. bêbados voltando do empório. ela tinha terminado com o namorado tinha uns 3 dias e acabou compartilhando seus segredos sexuais frustrantes comigo. ouvia amarradão. just like cameron crowe, man. até que...)
"Felipe, eu tenho que te contar uma coisa. Esse cara não conseguia me fazer gozar de jeito nenhum. E ficava colocando a culpa em mim, dizia que eu era muito difícil de satisfazer."
"Como assim você conseguiu ficar MESES com um cara que diz algo do tipo pr'uma mulher?"
"Ele também achava que pintar unha de rosa e fumar cigarro eram coisas de vagabunda, tem noção? Me proibia."
"(...)" - meu deus...
"Mas enfim, teve um dia em que eu aloprei. Ele mais uma vez me deixou na mão e voltando do motel no carro, a gente começou a discutir sobre o assunto. E o cara começou de novo com esse papo de que eu era muito complicada, que era difícil de segurar e..."

(DICA RICÓTICA PRA ELE E OUTROS QUE DEVEM SOFRER DESSE MAL GRAVÍSSIMO: NA HORA EM QUE TIVER MUITO DIFÍCIL DE SEGURAR, PÁRA E DÁ UMA RESPIRADA. OU ENTÃO PODE CONTINUAR, MAS PENSA NUM ATENDENTE DE DISK PIZZA COM SOTAQUE PAULISTA "VAI QUERER ALICHE, CALABRESA OU PEPPERONI, MEU?" OU PENSA EM OBJETOS INANIMADOS QUE FUNCIONA.)

"...que era difícil de segurar e tal. Aí eu fiquei puta e falei AH É?! MAS O _______ ME SATISFAZIA!"


(risos frenéticos pelo carro)

(...)

"Que maldade, isso não se faz."
"Nossa, ele saiu do carro batendo a porta e gritando de raiva MAS COMO QUE VOCÊ ME DIZ UM NEGÓCIO DESSES?"
"Lembra quando esse cara ia pra tua casa arroizar, ficar vendo novela contigo e com tuas amigas? Sempre falei pra tu não pegar esse cara porque ele nunca ia conseguir ser homem o suficiente pra você. Uma vez você até riu concordando, não lembra?"
(...)

...LOGO NA SEQUÊNCIA ESCUTE DOING THE UNSTUCK DO THE CURE. MAS A VERSÃO AO VIVO QUE TEM AQUELE SOLO TOSCO MARAVILHOSO...

http://www.youtube.com/watch?v=pLcO6iPMbyg

Uns anos depois, você reencontra a Garota NNG e sai com ela. 2 dias depois, vocês se encontram por acaso no Empório e sabe quem é o novo namorado dela? O mesmo cara!
Você chega no lugar e saca os dois beijando na boca, mó climinha love e tal.


"Oi, tudo bem?" - sorrisos plásticos.
"Oi Felipe. Tudo bem?" - sorrisos plásticos.


"(...)" - foi estranho, nem parecia que 2 dias atrás, eu e ela estávamos no mesmo bar e falando sobre o que estávamos fazendo, sobre tudo que fizemos (que infelizmente é censurado pra vocês leitores) e sobre o que iríamos fazer. 2 dias atrás, a gente sentiu forte quando o dj tocou aquela música. 2 dias atrás, a gente quase chorou mas seguramos a onda. 2 dias atrás, a noite terminou com o melhor abraço do universo. provavelmente isso nunca vai mudar.
Ela nem levantou da cadeira e eu já tava saindo de perto quando percebi que tava faltando algo. Voltei, cheguei perto dela, que tava sentada de costas numa mesa cheia de gente, cutuquei, ela se virou e eu...

* Felipe Ricotta é artista sensível com feeling e empresário filhadaputa.

"Ricotta, nunca achei que você seria capaz de fazer algo tão grosseiro. Que ridículo que você é, cara."
"É, eu sei. Mas é que o respeito se foi, você me entende? Não pude evitar."

E são assim que as pessoas vão embora da sua vida.
Elas morrem, mas morrem como Jason. Aos poucos.
Ou melhor, nunca morrem. Morrem?

...E DEPOIS ESCUTE FUCK THE UNIVERSE DO RYAN ADAMS. ESCUTE AS TRÊS NA SEQUÊNCIA E TENTE ENXERGAR O QUE OS OLHOS NÃO CONSEGUEM VER. MOSTRE O DEDO DO MEIO PRA QUEM O MERECE. MAS COM ESTILO, LÓGICO. E NA HORA CERTA.

http://www.youtube.com/watch?v=0zEtNl4fwf4

"I'm a fakeeeeeeeeeerrrrrrr... morning may crawl. Fuck you and fuck the universe..."



Escrito por Felipe Ricotta às 03h43
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Clipe de "Com Outros Olhos". Dirigido por Rax Serour.

Assista em Vimeo.Com/6250257



Escrito por Felipe Ricotta às 03h31
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www.twitter.com/rcttprod

 



Escrito por Felipe Ricotta às 23h29
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Escute as demos do disco RECADO PESSOAL INCLUSO (sem data prevista de lançamento) em:

www.myspace.com/democraciaitajubana

www.myspace.com/democraciadovalair

www.myspace.com/democraciadofiladaputa

Escute o disco VOCÊ NÃO ENTENDEU PORRA NENHUMA (2008) em:

www.myspace.com/felipericotta1

www.myspace.com/felipericotta2 (inclui versões ao vivo no Cinematheque/Setembro de 2008)

Escute as demos do disco VOCÊ NÃO ENTENDEU PORRA NENHUMA em:

www.myspace.com/democraciadacasadocaraleo

www.myspace.com/democraciadaputaqueopariu

www.myspace.com/democraciapaulistana

www.myspace.com/democraciacoreana

www.myspace.com/democraciachinesa

 



Escrito por Felipe Ricotta às 09h05
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RICOTTA #668 - FLORIPA 1999 (a parte 2)

FLORIPA 1999 (a parte 2) por felipe ricotta
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Chove na minha cabeça, eu tô na praia sozinho.
Cê tenta correr, desiste, deixa chover.
Volta pra trás, deu pra ouvir uma garota que comprou meu disco dizer
pras amigas que eu tinha a voz igualzinha à daquele cara da televisão.
Não tem preço.
(...)

Vendendo disco na porta do D12 em Jurerê Internacional, lembrei do dia que ela escolheu entrar com as amigas e me deixou ali sozinho.
A viagem perfeita, um erro do passado a ser resolvido.
Já tinha me rebaixado demais, um livro inteiro pra que tu me
aceitasse de volta... desculpa, quem é você mesmo?
Enfim, ela acabou comigo e eu fui embora.
Ia pegar a estrada, era só pegar minhas coisas no Lumar Hotel.
Foi quando eu conheci Pri Spears.
Passou na rua, eu saindo do carro, olhei pra ela e...

"Tá indo pra onde?"
"Trabalhar."
"Trabalha aqui."
"Trabalho." - ela parou de andar antes de falar - "Tá nesse hotel aí?"
"Tô."
"Tá, mas eu preciso comprar cigarro."
"Eu vou contigo então."
(...)

A gente deu uma volta no centro, ela comprou um cigarro, eu tinha a companhia perfeita.

"Qual o seu nome?"
"Pri Spears."
"Olha, belo nome, hein? Aqui, eu não vou te comer porque eu não
como puta. Mas sobe comigo, eu te dou uma grana."

Lumar Hotel.
Era pra ser eu e ela, a música que eu fiz pra ela.
Mas ela nunca vai me perdoar e vai ser eternamente assim.
Melhor pra nós dois.
Eu eternamente reparando o dano, colocando ela lá no topo do mundo, bem
distante do meu mundo, intocável.
Perto dela, eu sou apenas o cara que nunca mais vai tê-la.
Esquece que foi fácil demais deixar ela mega apaixonada anos atrás.
Bastou um show.
Esquece que o sexo não era tão bom, apesar do corpo mais escultural
já tocado pelas minhas mãos naqueles dias.
Bom, ela simplesmente não consegue sentir mais.
Eu nunca senti, só sonhava, sonhava...
Nisso, PriSpears fazia um strip pra mim e dançava enquanto eu tocava "Lumar Hotel".
Dei um Ipod pra ela.
(...)

(a noite seguinte.)
"Desculpa, amigão. Tava fora do tempo?"
"Um pouquinho."

Nem tava, cara. Nem. Mas enfim.
Noite toda errada, fundo do poço no Blues Velvet.
Inferninho no centro de Floripa.
Tinha acabado de tomar um fora muito bem dado de uma mal amada nativa,
dois guitarristas punheteiros punhetando aquele jazz e me enchi
daquela porra, vamo atrapalhar, vamo aparecer, vamo bater com o garfo
no copo e que se foda.
Virou jam porque eu tô precisando muito me sentir vivo de novo, nada
melhor do que a música.
Um deles pede pr'eu parar com a cabeça e a animosidade toma conta,
o dono do bar me dando uma dose de graça, dando risada e me garantindo
que o ácido que me deram na porta do puteiro ali do lado era aspirina e
que a garota que eu beijei na outra noite ele também pegou naquela
mesma noite e que ela tava facinho.

"Ah, não me diz isso, pra quê me botar no chão? Deixa eu acreditar
na magia estúpida das paixões
alteradas que a noite me presenteia."

Pra quem escrever?
Pra quem cantar se não for pr'aquelas lembranças do que poderia ser
e que se transformou em nada no telefone celular fora de área do dia
seguinte?
Entretenimento é fugir do marasmo comum do amor real, da família que
ganha do amor e que vai virando teu eu sufocado...
E como dá pra lidar bem com todos esses extremos opostos sem machucar
ninguém?
A verdade é que eu tô vidrado no teu beijo, vou roubar você pra mim
mas tive que mudar de planos porque ainda não sei se tu vale tudo
que meus lábios sentiram.
Não só os lábios, passou pra mente, daí ocupou-a por inteiro por
várias horas de dois dos meus últimos dias, eu juro.
Depois desfoquei.
Deve ter sido quando você preferiu contar pros outros que tava
dispensando alguém pra compensar tua frustração de ainda não ter
chegado longe nos teus sonhos.
Trocou carinho por ascensão social, desconfiou de um anjo, cagou a
porra toda e fica aí sorrindo amarradona.
(...)

"Sabe o que é, querida?"
"Diz."
"A arrumadeira do hotel jogou fora teu telefone, tava junto com
um monte de papéis que tirei do bolso e..."
"E aí que você simplesmente desistiu?"
"E aí que eu comecei a desistir quando você pagou um pau absurdo
pr'aquele coroa bem na minha frente e no auge do meu deslumbramento.
Foi bem ali que eu comecei a rever meus conceitos. Tu não tava do meu
lado e eu tava do teu."
"Eu não..."
"Esqueceu que eu vou roubar você pra mim?"
"Vai nada."

* Felipe Ricotta é artista sensível com feeling. Trabalha com imagem, som e letras.

RICOTTA. DESDE 2004 VIVENDO DE ROCKENROU (e outras vadiagens).



Escrito por Felipe Ricotta às 03h37
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RICOTTA #667 - EU CONTRA VOCÊS

Primeiro você vai pro bloco de notas.
Conquista as inteligentes.
Depois você vai pro palco.
Conquista a tua liberdade artística de volta e vai lá pro alto...
Depois você vai pra...
Você quer estar num lugar onde tu chega à cabeça das pessoas justamente quando elas estão querendo esvaziá-la?

"I know the name of the game, any rockenrou star is a pityful shame..." - o amigo john davis me dá o toque.

EU CONTRA VOCÊS por felipe ricotta
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O corpo vai se destruindo com o passar do tempo, esquece isso.
Esquece que vai ficando cada vez mais difícil estabelecer o caos sem deixar que o caos tome conta de você também.
Tem que explicar pra todo mundo o porquê das coisas, é isso?
Mas que saco, vão se foder.
Me deixa aqui com a minha paz de espírito, com a minha vidinha sem graça, sem essas paradinhas materiais que vocês precisam, sem essa ganância por dinheiro a qualquer custo...
As pessoas mais infelizes que eu conheço são aquelas que fazem as coisas na vida focadas primeiramente no dinheiro que vão ganhar com aquilo.
(...)

Daí pronto.
Você resolve acabar com tudo de uma vez.

"Ei, garota. Vamos jogar limpo. Simplesmente ligar o foda-se, descer desse muro de vaidade que nossas mentes projetam e que nos afasta... Que tal? Me conta que eu te conto, confia, deixa eu entrar."

O que acontece?
Lá vai ela ter o que contar por aí de novo.
A informação gira rápido quando começa a aparecer mais gente curiosa/interessada em teus segredos.
Os segredos viram arte porque ninguém se escuta quando a informação é demais.
É muito celular pra muito pouco conteúdo do que se fala.
É muita vontade de gastar mais, de ter mais... o que isso te gera?
(...)

Daí pronto, olhe ali pro lado.
Lá vem eles te dando patada de novo.
Lá vem neguinho ficar soltando no ar o sarcasmo, liberando a negatividade, querendo te fuder a qualquer custo.
Obrigado a vocês pela oportunidade de aprender a ser escroto.
Bem necessário nesse nosso mundinho, né?
(...)

Uma vez resolvi embarcar nessa de tirar sarro da arte dos outros.
Todas as vezes que fiz isso, me fodi porque depois pensei em como era frustrante tu gastar tempo derrubando os outros e se aproveitando do público dessas pessoas pra se fazer.
Todas as vezes que encontrei com essas pessoas, me senti envergonhado e humildemente pedi desculpas.
Algumas realmente não sabiam do que se tratava, podem ter fingido.
Pra mim, não me interessava se elas sabiam ou não do que eu tinha pensado, o que me importava era a minha consciência.
Foi aí também que eu tive certeza absoluta de que gostava mais de produzir do que de sacar o que estava sendo produzido.
Vejo essa "nova geraçãozinha engraçadinha" fazendo isso o tempo todo e penso PUTZ, AINDA BEM QUE EU JÁ PASSEI DESSA FASE.
(...)

Ei, mas não é tão simples assim.
Os amigos que tu estende a mão, agora te dizem não porque é legal ter um motivo pra brigar com você.
Por vaidade, por saudade, whatever.

"Então não estenda a mão ao amigo, simplesmente pense neles de longe, deseje sorte à todos que te querem bem, tipo uma prece mermo, antes de dormir, sei lá... o que tu achar menos piegas.... e daí... já que você vai ter que jogar o jogo e tua vida social vai virar um caos mermo, simplesmente faça o que você tiver que fazer e vai levando a vida, por mais bizarra que seja pros outros." - olha, muito boa, hein? se saiu muito bem.
(...)

Quem deixa de lado a Espinafration Society ganha vários bônus a longo prazo.
Assim como quem espera pela trepada ideal, ao invés de sair correndo atrás de uma.
Quando eu quero trepar mas vai ser só por trepar, às vezes eu prefiro pegar o binóculo e sacar alguma vizinha e imaginá-la.
Ela nem precisa estar nua.
Ela pode estar trocando uma fralda, lavando uma roupa, ela pode estar chegando do trabalho, ela pode estar saindo do banho e fechando a cortina, tanto faz...
Tem gente que chama isso de tara, de falta de respeito, de tudo que é ruim... eu chamo de inspiração.
(...)

Que bom que voltamos às garotas, a melhor parte de tudo isso, essa que é a verdade.
Bom, às vezes pela janela, elas acabam ficando nuas. Eu particularmente prefiro quando não é tudo o que se mostra mas enfim... ela surgiu realmente toda nua, aquela boceta maravilhosa ali bem na minha cara. E agora?
A intimidade mor foi invadida, um marido foi desrespeitado, foda-se.
E você ali?
Vai fazer o quê?
Bater uma punheta?
Não.
Calma.
Só assiste.
Percebe o jeito dela lidar com o próprio corpo.
(...)

Ei, gatinha linda.
Tem medo de quem você realmente quer e vai procurar a imitação barata?
O de camelô?
Do outro lado, temos ali os egos inflados mas inflados de algo não genuíno, os que desistiram de serem eles mesmos.
Você vicia em dar às pessoas sempre o que elas querem, algo que seja familiar aos ouvidos.
Não esquece isso.
Isso atrapalha muito quando você precisa criar.
(...)

(enquanto isso, em algum colégio...)
"Humm... criativo e inovador... já pensou em fazer publicidade, Pedrinho?"  
"Não, tia. Eu quero ser astronauta."
(...)

Olha, dessa vez acho que eu roubei a tua atenção.
Você pode falar que não.
Você pode não estar dando a mínima.
Ou de repente, você realmente não tá acreditando em mim porque eu te dou todos os motivos pra você duvidar de mim, sendo assim tão misterioso e direto ao ponto.
Daí eu paro tudo e penso que certas horas, tanto faz pra quem você tá escrevendo... a mira vai pra uma pessoa, depois pra outra.
De repente quando você se dá conta, já virou um comício de todas as pessoas ao redor aqui dentro da cabeça.
Quem são esses VOCÊS afinal?
(...)

Eu curto estar perto de garotas burras, às vezes de garotas interesseiras também...
É divertido.
Pode não ser tão cool como trocar uma idéia com uma mulher de verdade.
Às vezes, a pessoa tem beleza mas não tem nada mais e você fica pensando em como aquilo deve estar preenchido.
Mas o pior é quando você simplesmente acha que ela não tem nada de mais, daí ela vai lá e te surpreende com um golpe fatal, tu pensa YEAH, ESSA GAROTA É DEMAIS.
(...)

"Yeah. Essa garota é demais."

(<<) - rewind. madrugada louca.

Daí tu tá com uma estranha na tua cama e de repente ela vem na tua cabeça, tu começa a lembrar de tu passando a mão no corpo dela, começando ali pela barriga, ela deitada na tua cama bem ali onde a estranha está, quase na mesma posição.
Minha mão começa pela barriga, sobe até o seio esquerdo, por cima do sutiã, a barriga de fora... pára tudo.
Pára tudo, você volta a si e você não está com ela, você está passando a mão em outra pessoa.
Putz, que ruim.
Cadê você?
Por quê fez isso comigo, vadia? AAAAAAA.
Me destruiu por 2 dias inteiros.
(...)

(dois dias depois...)
Agora eu entendi que foi necessário.
Obrigado, querida.

TRILHA SONORA RECOMENDADA PARA O MOMENTO: "nem sei porque cantei"
ESCUTE UMA DEMO DESSA MÚSICA EM WWW.MYSPACE.COM/DEMOCRACIADOFILADAPUTA
(...)

Pois bem, voltando ao assunto chato.
De volta à vocês, deixa as garotas um pouco de lado.
Sempre é melhor assim, não?
Quando eu me posiciono dessa maneira, me isolo, me machuco, compro a briga e...
Olha, não é que eu tinha razão?
Agora eu sou o sábio, como assim?
Mudou de idéia?
Fiquem aí que eu fico aqui da minha.
Tamujunto.
Mas percebe meu método, sei que ele não é que nem o teu.
Sei que você tá nessa por outros motivos, os teus motivos.
Normal, eu com o meu, você com o seu, você ali com o seu outro ali...
Agora só não se esqueça de que minhas armas estão apontadas até que me provem o contrário e eu faço o que tiver que fazer pra defender meus ideais, minha ética, meus amores e meu caminho.
Meu respeito eu ganho a longo prazo e quem ri de mim sempre acaba me apertando um baseado depois.
Faço questão de fazer o mermo, ser cordial com quem me surpreende e resolver sempre minhas tretas onde achar que fiz besteira injusta com alguém.
(...)

Chega, né?
Aliviou minha alma.

* Felipe Ricotta é artista sensível com feeling. Trabalha com imagem, som e letras.

RICOTTA. DESDE 2004 VIVENDO DE ROCKENROU (e outras vadiagens).



Escrito por Felipe Ricotta às 03h19
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"Eu Contra Vocês" (ao vivo na Outs, SP)

http://www.youtube.com/watch?v=B0OArGWgMsM

"Garota Frank Jorge" (clipe oficial)

http://www.youtube.com/watch?v=oTqAAI1oxEA


RICOTTA. DESDE 2004 VIVENDO DE ROCKENROU (e outras vadiagens).



Escrito por Felipe Ricotta às 00h18
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RICOTTA #666 - ENFRENTANDO A ZICA

Impressionante como passa um tempo e nada melhor do que o silêncio.
Depois tua banda preferida no escuro, fone de ouvido e... é difícil encarar você, maldita tela do computador.
Não sai nada.
Vai pro violão.
Não, continua e encara de frente.
A impulsividade de botar pra fora mais uma idéia se perdeu, agora a idéia é guardada e remoída até se perder no ar e abrir

em alguma outra direção que de repente bate de frente com o que tava perdido no limbo criativo mas que foi recuperado.
A volta que é dada com a certeza de que cada grau percorrido dentro do círculo importa.
Pra frente e em círculos, é como se evolui com classe.
A velocidade da informação aumenta, senhoras e senhores.
Corram pra onde todo mundo está, porque eu vou ficar aqui onde os poucos aguentam ficar.
Perco a garota mais bonita, saio mal na foto e queimo meu filme com todos só pra esperar mais uma vez o mundo girar e

tudo fazer sentido ao meu redor.

ENFRENTANDO A ZICA por felipe ricotta
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www.fotolog.com/felipericotta1

Cortaram a luz.
Ok.
Não tem telefone.
Ok também.
Não tem um violão.
Ok também.

(olha, acho que já deu. um dia eles começam a me pagar mais e eu vou poder ter todas essas coisas)

"Mas peraí, viver sem isso até que é divertido, não?"

Não tem roupas novas? Não tem carro legal?
Não, foda-se tudo isso.
Não tem público?
É um longo caminho a se percorrer.
Não tem inimigos?
Vários, as inimizades brotam em cada novo lugar, assim como as amizades, faz parte do processo de quem não consegue

evitar chegar dando uma bica na porta, que é pra ser notado mermo e foda-se.
(...)

Pra fazer sorrir, faz um personagem porque minha tarefa é um pouco mais dura.
Eu não vou te deixar feliz, eu vou te falar o que ninguém te fala e deixar uma marca em você bem forte, que é pra quando

ela começar a curar, dê o tempo exato d'eu dar mais uma volta por aí e voltar chutando duas vezes mais intenso dentro de

você... dentro do que eu tô construindo pra gente lá na frente... pra te mostrar o quanto eu te amo mas que não posso ser

só seu porque é incontrolável agora enquanto ainda tenho forças pra acreditar

no poder da combustão libertina da juventude eterna.

"Ei, cuidado onde você está se metendo..."

Pois é... eu sou forte mesmo é onde não dá pra se chegar fisicamente, mas eu poderia socar aquele filho da puta por você,

é só você me fazer sentir como ela faz.
E isso não é tão fácil.
(...)

É quando os amigos dizem que você não é mais o mesmo.
É quando tu sorri mais quando está cercado de filhos da puta que querem algo que tu tem e você vai lutar até o final pra tirar

algo deles também, mesmo que não precise.
Quando tu sente a nova geração chegando e te destruindo sem dó nem piedade, você luta mas sem suar uma gota.
Na verdade, a batalha só existe no universo de quem quer a batalha.
E daí tu fica olhando e pensando "olha, mas que idiota..."
Espera o momento do deslize... opa, olha só... você acaba comigo mas segue meu caminho, não?
Onde você aprendeu isso, hein?
Soube ouvir?
Não?
Não tem problema, foi pro teu inconsciente, foi pros teus sonhos...
(...)

(senta no bar, capricha no olhar pro lado, faz a pose...)
"Ei, garçom? Copo de vidro, por favor. Me respeita."
"Meu deus, como você é poser..."
"Então, a pose vem acoplada ao talento."

Nisso, começou a tocar "Mitchell Lane". Ben Folds Five. No meu fone de ouvido enquanto lembro em flashes dos bons

momentos.

"Quem disse que você tem talento?"

* Felipe Ricotta é artista sensível com feeling. Você pode me seguir no Twitter, mas também pode me seguir pela estrada.

E olha... eu volto, viu?
Difícil é gostar do que já tá feito, dá vontade de fazer mais.

BONUS TRACK:

Entrevista para o jornalista Rubens Herbst

O HOMEM POR TRÁS DA MÁSCARA
Sim, Marcelo Adnet é uma estrela cômica com grande talento pra paródia musical e imitações. Só que o “15 Minutos”, que

ele apresenta na MTV, não teria a mesma graça se não fossem as intervenções – mal-humoradas, muitas vezes – de

Kiabbo, o mascarado tocador de violão que ocupa a poltrona ao lado. O sucesso do programa deu vitrine pra Kiabbo revelar

sua verdadeira identidade: Felipe Ricotta, roqueiro de boa cepa que este ano lançou o primeiro disco, “Você Não Entendeu

Porra Nenhuma”, cujo single “Garota Frank Jorge” é uma pedra preciosa fadada a virar hit (ou não).

Felipe ainda cultiva um alter-ego blogueiro chamado Carol Azevedo, cujos textos ácidos revelam uma índole contrariada

com a zica que acomete os relacionamentos, as expectativas e a cultura. Entre a tela do computador e as gravações do “15

Minutos”, Felipe ainda reserva um bom tempo pra rodar o Brasil (sem máscara) fazendo shows, como o de quarta-feira

passada em Florianópolis. Aproveitando a passagem, “Orelhada” decidiu que era hora de saber: quem és tu, brother?


Há quanto tempo existe o Kiabbo? Ele surgiu por causa do “15 Minutos”?

Felipe Ricotta – Eu sou músico desde os 14 anos, escritor, e flertei com o jornalismo gonzo quando escrevi umas crônicas

sobre shows e eventos que rolavam no Rio. Por causa desses textos, eu fui parar na MTV.

E o humor como ganha-pão, quando começou?

Felipe – Começou no blog www.carolazevedo.zip.net em 2004 esse lance de fazer humor com referências musicais.

Você faz shows/aparições como Kiabbo também?

Felipe – O Kiabbo roda o país fazendo discotecagens “rockenrou”.

Alguém já te reconheceu sem a máscara?

Felipe – Já, sim, tem rolado bastante. Quando eu quero ser reconhecido, é só fazer um corte de cabelo bem ridículo que

fica fácil de as pessoas descobrirem.

Você diria que o Felipe Ricotta é um personagem também?

Felipe – Na época do blog, pode-se dizer que sim. Hoje em dia, tô divulgando meu disco de estreia “Você Não Entendeu

Porra Nenhuma” e em cima do palco acho que todo artista acaba virando um personagem, sim. Aliás, acho bem patético

esse tipo de artista que não sai de cima do palco, que faz da vida o verdadeiro palco... É importante separar bem as coisas.

“Você Não Entendeu Porra Nenhuma”: o que há pra ser entendido, Felipe?

Felipe – Sempre dá pra explicar um pouco mais e sempre dá pra deixar algo a mais no ar pra ser compreendido a longo

prazo. É como eu levo minha vida.

Tanto no “15 Minutos” quanto no teu som e nos teus textos há um elemento de raiva/crítica forte. As relações interpessoais

te frustram tanto assim?

Felipe – Cara, eu não consigo ficar satisfeito por muito tempo e isso move meu processo criativo. É necessário, às vezes,

botar a negatividade pra fora e transformar ela em algo que faça o mundo girar. Minha função na Terra é nadar contra a

maré na maior parte do tempo e eu sei que pago um preço grande por isso. Quanto às relações interpessoais, eu sou

como qualquer outra pessoa. Muitas vezes saio frustrado, muitas vezes saio satisfeito... sei lá, hahahaha.



Escrito por Felipe Ricotta às 00h37
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RICOTTA #109 - RICOTTA SACUDA

RICOTTA SACUDA por felipe ricotta (deluxe edition)

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www.fotolog.com/felipericotta1  

 

"Ricotta, preciso muito te perguntar uma coisa...por que diabos os homens pegam o telefone das meninas por livre e espontânea vontade, dizem que vão ligar, inclusive com riqueza de detalhes tipo ESSA SEMANA ESTOU MEIO ATOLADO, MAS NA OUTRA... e não ligam?!"

"Porque ele não tava a fim ou tava sem saco ou então é tímido."

"Tá, o tímido você pode excluir porque ele não é nem um pouco. Ele não deve estar a fim, né?? Que merda, o cara não tem nem curiosidade de me comer pra ver como é?!"

"Pô, sei lá... eu não ligo pras pessoas porque eu anoto o telefone e depois não acho mais o papelzinho no meio da minha zona."

"Não, mas eu arranjei o tel dele e ele não me atende. Tipo, ele deve me odiar... pra falar a verdade, eu não sei mesmo o que ele tinha a perder. Eu não queria casar com ele. Eu só queria dar pra ele pra ver se ele manda bem... mas ele deve ter me achado chata... só não entendo porque pedir o tel da menina chata."

"Pô, cara. Ele quer estar no comando da situação, isso é normal, ligar só quando quiser e tal. Mas num liga pra ele não. Cê quer dar? Então tem que fingir que não quer, ele deve ser um cara tradicional de família e tal."

"Mas acho que ele não sabe que eu quero... eu dei mole, liguei pra ele... pra homem você tem que fazer joguinho, se fazer de dificil. Não tenho o menor saco pra isso. Se quero sair com o cara, ligo e falo E AÍ? VAMOS SAIR? Pô, vocês são muito escrotos!"

"Cara, eu acho até que eu sou tranquilo com relação a isso, mas tem cara que não curte quando a mulher fica tomando atitude, por isso que eu te disse pra não ligar."

"É. Achei bem babaca pr'um cara de 31. O povo daqui é meio babaca. Saudade dos cariocas descolados..."

"Ahahah então, né?"

"Pois é... E aí, Ricotta? Vamos sair?" 

"Vamu! Lógico!"

"Tô revoltada! É a minha primeira rejeição, tem noção? Não trabalhei isso na minha adolescência..."

"Rejeição? Sai dessa! Ele que perdeu uma buceta maravilhosa."

"Pô, valeu. Agora você levantou minha auto estima me resumindo a uma buceta..."

"Não te resumi a uma buceta! Tá louca? Só acho que você tinha que pensar que foi ele quem perdeu. E outra, vou te falar que BUCETA MARAVILHOSA é um puta dum elogio, falou?" 

(...)



Escrito por Felipe Ricotta às 19h56
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CONTINUAÇÃO DA RICOTTA #109

 

"Um dia um velho sábio falou COMER A EX É IGUAL COMER NO MCDONALDS. VOCÊ SABE QUE NÃO PODE COMER, MAS SEMPRE COME. Porque sempre é bom pra caraleo apesar de fazer mal à saúde.

Vai bater um monte de coisa na cabeça, melhor deixar pra lá..."

"Ah, nem acho, sabia?? Tem uns ex que eu daria fácil. Lógico que tem uns outros que nem rola. Mas com todos que rolaria, não daria tilt. Tipo, nem ia fazer mal à saúde. Ia amanhecer igual no dia seguinte. Só mais azul, saca?"

"Saquei. E eu?? Você me comeria pela primeira vez?"

"Pô, se rolasse um clima, comeria sim. Porque não? A gente já se pegou tantas vezes e já tentou se comer umas outras tantas, né?"

"Podecrer."

"E você? Me comeria?"

"Pô, lóóóóóógico! Várias vezes e de váááárias formas diferentes."

"Eu estou na sua lista de pessoas que você TEM que comer antes de morrer?"

"Pô, nunca fiz uma, cara."

"Ô burrão! Não é uma lista de verdade! É um sentimento que você tem com relação àquela determinada pessoa. Eu não tenho uma na porta do meu armário, porra."

"Podecrer, viajei. Eu realmente imaginei uma lista e tal."

"Tem gente que deve ter, mas não precisa tanto, né? Acho que nosso cérebro dá conta de identificar as pessoas que queremos comer."

"Quando eu era mais novo, eu tinha uma lista das garotinhas que já tinha beijado. Aí, quando eu comia, eu botava um * em cima do nome. Tinha toda uma legenda também pra mão no peito, mão na bunda, chupadas, coisas do tipo, mas eu não lembr..."

"Eu conheço uma galera que tem lista de quem já comeu. Na verdade, eu também tenho uma, mas tá desatualizada. Beeeem desatualizada. Caraca, aí. Tô revelando vários segredos meus pra você! Isso não vai virar uma ricotta não, né?"

"Relaxa! Num vai virar Ricotta não!"

(...)

 

"Ricotta, já pensou se a gente ficar achando que o outro manda mal depois de se comer?! Pô, eu vou te zoar!"

"Pô, demoroo, pode zoar. Vou te falar até que ultimamente eu tenho andado meio egoísta, sabia? Mas acho que é porque eu tenho comido as mulheres erradas."

"Pô, se você me deixar chupando o dedo, vou ficar profundamente decepcionada contigo! Vou espalhar pro seu mailing inteiro que você manda mal."

"Nem vou te decepcionar não!"

"Até porque com o brinquedinho que você tem, teria que ser muito prego pra mandar mal, você já tem meio caminho andado."

"Brinquedinho? Como assim??"

"Pô, Ricotta. Vou ter que ser mais explícita?"

"Juro que eu num entendi mesmo!"

"Caraca, tu é lesado."

"Pô, meu pau num é grande. Então realmente num sei do que você tá falando..."

"Porra!! Você acha pequeno? Cê deve tá vendo muito filme pornô, rapaizinho..."

"Você tá falando sério? Acho que você tá confundindo paus."

"Vai à merda, menino! Sei bem de que pau eu tô falando!"

"Pô, ele é bem normalzinho no tamanho."

"E justamente por não ter nada de absurdo, é perfeitinho. Pau pequeno ninguém merece! Desculpa, eu sei que você deve ter ouvido a vida inteira aquele papo de que tamanho não é documento. Lamento informar: É SIM! Mas aquelas coisas muito enormes são incômodas, tornam algumas posições bem difíceis de se realizar. Logo, o ideal é aquela coisa com um diâmetro meio termo e um comprimento idem. Sacou? O que faz você o Feliz Portador de um Pau Satisfatório!"

"Cara, é sério isso? Tá começando a dar vontade de transformar isso aqui numa Ricotta!"

"Homem é um bicho vaidoso, né não?! Basta elogiar um pouquinho a ferramenta do menino pra ele querer expor o elogio!"

"Cara, vou te mandar a real. Eu sempre tive muita nóia por achar meu pau pequeno, sabia? Uma vez eu até perguntei pr'uma puta, mostrei pra ela."

"E o que ela disse?"

"Ela falou que eu não era um negão e tal, mas que era tranquilo. Putz, foi um alívio! Mas depois de um tempo, comecei a perceber que a minha bolação era mais com o tamanho do saco. Eu queria ter sacão."

"Fala sério! Sacão é mó feio! Uma das coisas mais feias que um mulher pode presenciar nessa existência terrena é um homem de costas com aquele saco enorme pendurado. Sempre falava pr'um ex que tinha mania de não usar cueca USA CUECA SENÃO ESSA PORRA VAI FICAR TODA CAÍDA E QUANDO TU FICAR VELHO O NOSSO GATO VAI BRINCAR COM O TEU SACO QUANDO TU TIVER SENTADO NA CADEIRA DE BALANÇO!"

"Então saquinho é ok?"

"Claro! Saquinho é o que há!" 

"Pô, por que ninguém nunca me disse isso quando eu tinha uns 15 anos?? Ia me poupar de vááárias nóias."

"Eu sempre fui bem desencanada com tudo, mas teve uma época que eu queria ter mais peito. Tipo, ainda acho que se eles fossem maiores, ia ser irado. Mas convivo bem com eles." 

"Cara, eu nem curto mulé com peitaca. Mega peitos sempre caem algum dia."

"Mas podia ser maiorzinho, né?? Enfim, é o que temos. E no conjunto da obra nem faz tanta falta."

"Pô, eles são tão bonitinhos! Fala sério!"

"Tinha até esquecido que você conhece eles de perto. Aí, tu já fez menage?"

"Cara, eu tenho que te contar uma parada muito loka que rolou esses dias..."

"Fala aí!"

"Outro dia eu conto."

"Num acredito! Vai me deixar na curiosidade?!"

"Vou."

"Que vacilo, mas só diz se tem a ver com menage..."

"Tem. E vou te falar que a história começa com um beijo à três na Casa da Matriz. Minto. Começou mesmo com duas garotas numa web cam aprontando horrores."

"Tá, então depois você me conta. Aí quando você me contar, te conto o que rolou comigo, uma stripper ruiva e um amigo meu..."

 

* Felipe Ricotta é artista sensível com feeling.



Escrito por Felipe Ricotta às 19h56
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RICOTTA #390 - WORK IS FOR SUCKERS


WORK IS FOR SUCKERS porfelipericotta                                                                                                                                                                                                                                                                                         

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www.fotolog.com/felipericotta1

"Work Is For Suckers."

Quer viver rápido, inconsequente?

Vai morrer e não vai deixar família?

Vai deixar um legado, sei... isso pode importar mais, vai saber.

E quem te suporta quando tu dá de cara no chão?

"Família é quem te acompanha." - às vezes cê nem conhece.

Quem te bota pra baixo ganha a distância de presente.

Bens materiais pra ser socialmente aceito, dinheiro compra bajulação que gera mais dinheiro... mas e quando você tem o que eles querem mesmo sem precisar de muito?

A briga dos escrotos é comprada da mesma forma, amigo.

Quando viu, já tá dentro e não quer mais sair.

Diferentes mundos que se colidem vez ou outra, vira amor, vira raiva, vira relação.

As mentiras não são mais lindas, são vergonhosas.

Depois que a culpa se vai, elas se tornam risíveis e doem menos.

"Sabe, ultimamente eu não quero falar nada. Só fico sacando, sacando... pra na hora certa... sabe a hora certa?"

A hora certa pra alguns é o tempo todo, o máximo que der...

Mas a tão temida guerra das vaidades pode virar uma bobagem qualquer quando você simplesmente desiste dela e tira todo o peso da babaquice de cima de você.

(...)

Se entrega de corpo aberto ao inimigo, aceita o recalque teu e o alheio, luta pela paz interior e logo depois, instaura o caos ao teu redor que é pra todo mundo ficar sabendo quem pode tá no comando, mas deixa o comando pra quem precisa.

Só não esquece do tesão de saber que dá pra viver dos sonhos enquanto os cagões se escondem atrás dos seus medos, dizem não e riem na tua cara toda vez que você embarca em mais uma causa impossível. 

Quando tudo der errado de novo - porque você é teimoso e vai dar, sempre dá merda de novo...

Enfim, quando der merda de novo... (e eles avisaram que ia dar, não se esqueça)

Porra. Quando der merda de novo,  levanta.

E começa tudo de novo.

 

* Felipe Ricotta é artista sensível com feeling.

"... i've got the devil in my pocket, i ain't loookin back..." - a www.myspace.com/kayhanleymusic  canta sorrindo pra mim.



Escrito por Felipe Ricotta às 04h03
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ME COMPRA? ME SUSTENTA?

01/05/09

"Você Não Veio, Porra."
Escute três versões diferentes da música.
Versão Original em www.myspace.com/felipericotta1.
Versão Ao Vivo com Luciano Grossman e Rodrigo Pastore em www.myspace.com/felipericotta2.
Versão Demo com Felipe Maia e Daniel Ajudante em www.myspace.com/democraciadofiladaputa.
(...)

Você Quer Ouvir As Primeiras Demos Da DemocraciaItajubana em Primeira Mão?
Email pra carolazevedomorreu@hotmail.com
(...)

Você é ator/atriz, curte o www.carolazevedo.zip.net e quer participar de um filme inspirado nele? Email pra carolazevedomorreu@hotmail.com
(...)

Quer comprar o cartão de download do disco?
Email pra carolazevedomorreu@hotmail.com.
Ele é vendido nos shows e nas ruas.
(...)

Clipe de "Garota Frank Jorge" estréia na internet no dia 18/05 e a primeira coleção de demos gravadas em Itajubá-MG, a DemocraciaItajubana, também sai em Maio.
(...)

Agradecimentos especial aos fãs que tem comparecido, tanto no virtual (e de longe, inclusive de cidades que nunca estive) como no mundo real nos shows. O conceito dos shows é que MÚSICA NÃO TEM FORMA, nenhum arranjo é definitivo, nenhum timbre é intocável. O disco "Você Não Entendeu Porra Nenhuma" é um disco de música eletrônica, visto que seus timbres foram todos manipulados por computador.
Os shows dessa turnê são orgânicos, a sonoridade das canções totalmente influenciada pelo momento de cada músico que compartilha comigo do prazer de

improvisar em cima do disco e sentir a adrenalina do erro.
A idéia do artista trabalhar em cima da exposição de seu erro foi iniciada nesse meu trabalho quando lancei os primeiros takes e demos de algumas músicas antes de suas respectivas versões originais nas "democracias" lançadas no Myspace a partir de 2006.
(...)

Com amor.
RicottaProduções.



Escrito por Felipe Ricotta às 03h55
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RICOTTA #548 - O QUE ME IMPORTA MESMO...

O QUE ME IMPORTA MESMO É... por felipe ricotta

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www.fotolog.com/felipericotta1

www.myspace.com/felipericotta1

www.myspace.com/felipericotta2

As más companhias me atraem.
De uma forma diferente do que as boas companhias.
Todas elas são necessárias.
Todas elas são iguais, no fim das contas.
Daí eu fico aqui todo idiota esperando todos os idiotas perceberem que sempre é na boa intenção.
É só pra fazer o mundo girar.
Simplesmente você escolhe o silêncio porque quer se preservar da podridão do mundo.
E se guardar pra coisas belas como liberar toda a agressividade de uma vez só em cima de um palco
ou simplesmente inventar mais formas de se amar ao próximo e, principalmente, se dedicar mais à quem tu escolhe contar tudo
que tu não pode contar por aí porque o padrão te ridiculariza e você já está de saco cheio de entrar em todas as brigas,
certo?
E daí tudo passa
a fazer sentido.
Todo o tempo guardado, todas as pessoas que ficam incomodadas com isso, as que querem só te fuder um pouco pela diversão
e depois te amam loucamente como se fosse a primeira noite.
Os interesses, as escolhas.
(...)

A segunda noite sempre é melhor.
Como uma vez um amigo falou, "é como o pinball quando tu puxa a mola ali", o momento que antecede a soltada.
Daí pronto.
Quando vem a porrada, ela é inesquecível pros meros mortais, os que observam.
Daí enquanto os mais velhos continuam enchendo a porra do saco dizendo que os mais jovens só fazem merda, alguns dão risada
e premeditam tua queda, outros não conseguem guardar nenhum segredo pois certos segredos têm prazo de validade.
É uma questão de sobrevivência, não?
Como separar a arte da vida com tanta precisão?
É como lutar contra o poder da loucura das mulheres, por mais que tu não vai se deixar controlar - porque você tem que manter
a fama de mau, lógico - a vida como uma micareta vêm à cabeça, não se pode controlar a informação nem a cabeça de ninguém.
Mas tu pode saber jogar e fazer os do mal se fuderem, embananando-os nas falhas das suas extravagantes farsas, é tudo uma questão de tempo.
O mundo me ensinou a atuar onde não há paz.
E sucesso é saber se sentir vivo, custe o que custar.

"Porra, dá pra esperar eu terminar de escrever? Tem que ficar gritando no meu ouvido?"

Onde dá pra ver falsidade onde ninguém se escuta direito?
Eu te dou o que eu posso dar, não tá sendo suficiente?
Respeito a gente impõe da pior forma possível pra tudo ficar na mais profunda paz logo depois.
A longo prazo, o silêncio vira combustível e quando pega fogo...
Quando os demônios ficam mais claros que os anjos, a gente embala na cauda do cometa do mal.
Mas no fim da noite, a gente cola mermo é com os anjos, saca?
Os mais sacanas, lógico.

"Hã? Quê? Que foi?"

EI, AMOR. VC PRECISA VOLTAR PRO PLANETA.

"Como assim voltar? Agora eu já tô muuuuito longe, deixa eu ficar, amanhã eu volto."

TÁ, ENTÃO VAI.
 

* Felipe Ricotta é artista sensível com feeling.

...MAS COMO EU IA DIZENDO, O QUE ME IMPORTA MESMO É O NOVO DO SUPERDRAG QUE SAIU.



Escrito por Felipe Ricotta às 15h27
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