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VENHA PARA O MUNDO DE RICOTTA


RICOTTA #109 - RICOTTA SACUDA

RICOTTA SACUDA por felipe ricotta (deluxe edition)

www.carolazevedo.zip.net

www.myspace.com/felipericotta1

www.fotolog.com/felipericotta1  

 

"Ricotta, preciso muito te perguntar uma coisa...por que diabos os homens pegam o telefone das meninas por livre e espontânea vontade, dizem que vão ligar, inclusive com riqueza de detalhes tipo ESSA SEMANA ESTOU MEIO ATOLADO, MAS NA OUTRA... e não ligam?!"

"Porque ele não tava a fim ou tava sem saco ou então é tímido."

"Tá, o tímido você pode excluir porque ele não é nem um pouco. Ele não deve estar a fim, né?? Que merda, o cara não tem nem curiosidade de me comer pra ver como é?!"

"Pô, sei lá... eu não ligo pras pessoas porque eu anoto o telefone e depois não acho mais o papelzinho no meio da minha zona."

"Não, mas eu arranjei o tel dele e ele não me atende. Tipo, ele deve me odiar... pra falar a verdade, eu não sei mesmo o que ele tinha a perder. Eu não queria casar com ele. Eu só queria dar pra ele pra ver se ele manda bem... mas ele deve ter me achado chata... só não entendo porque pedir o tel da menina chata."

"Pô, cara. Ele quer estar no comando da situação, isso é normal, ligar só quando quiser e tal. Mas num liga pra ele não. Cê quer dar? Então tem que fingir que não quer, ele deve ser um cara tradicional de família e tal."

"Mas acho que ele não sabe que eu quero... eu dei mole, liguei pra ele... pra homem você tem que fazer joguinho, se fazer de dificil. Não tenho o menor saco pra isso. Se quero sair com o cara, ligo e falo E AÍ? VAMOS SAIR? Pô, vocês são muito escrotos!"

"Cara, eu acho até que eu sou tranquilo com relação a isso, mas tem cara que não curte quando a mulher fica tomando atitude, por isso que eu te disse pra não ligar."

"É. Achei bem babaca pr'um cara de 31. O povo daqui é meio babaca. Saudade dos cariocas descolados..."

"Ahahah então, né?"

"Pois é... E aí, Ricotta? Vamos sair?" 

"Vamu! Lógico!"

"Tô revoltada! É a minha primeira rejeição, tem noção? Não trabalhei isso na minha adolescência..."

"Rejeição? Sai dessa! Ele que perdeu uma buceta maravilhosa."

"Pô, valeu. Agora você levantou minha auto estima me resumindo a uma buceta..."

"Não te resumi a uma buceta! Tá louca? Só acho que você tinha que pensar que foi ele quem perdeu. E outra, vou te falar que BUCETA MARAVILHOSA é um puta dum elogio, falou?" 

(...)



Escrito por Felipe Ricotta às 19h56
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CONTINUAÇÃO DA RICOTTA #109

 

"Um dia um velho sábio falou COMER A EX É IGUAL COMER NO MCDONALDS. VOCÊ SABE QUE NÃO PODE COMER, MAS SEMPRE COME. Porque sempre é bom pra caraleo apesar de fazer mal à saúde.

Vai bater um monte de coisa na cabeça, melhor deixar pra lá..."

"Ah, nem acho, sabia?? Tem uns ex que eu daria fácil. Lógico que tem uns outros que nem rola. Mas com todos que rolaria, não daria tilt. Tipo, nem ia fazer mal à saúde. Ia amanhecer igual no dia seguinte. Só mais azul, saca?"

"Saquei. E eu?? Você me comeria pela primeira vez?"

"Pô, se rolasse um clima, comeria sim. Porque não? A gente já se pegou tantas vezes e já tentou se comer umas outras tantas, né?"

"Podecrer."

"E você? Me comeria?"

"Pô, lóóóóóógico! Várias vezes e de váááárias formas diferentes."

"Eu estou na sua lista de pessoas que você TEM que comer antes de morrer?"

"Pô, nunca fiz uma, cara."

"Ô burrão! Não é uma lista de verdade! É um sentimento que você tem com relação àquela determinada pessoa. Eu não tenho uma na porta do meu armário, porra."

"Podecrer, viajei. Eu realmente imaginei uma lista e tal."

"Tem gente que deve ter, mas não precisa tanto, né? Acho que nosso cérebro dá conta de identificar as pessoas que queremos comer."

"Quando eu era mais novo, eu tinha uma lista das garotinhas que já tinha beijado. Aí, quando eu comia, eu botava um * em cima do nome. Tinha toda uma legenda também pra mão no peito, mão na bunda, chupadas, coisas do tipo, mas eu não lembr..."

"Eu conheço uma galera que tem lista de quem já comeu. Na verdade, eu também tenho uma, mas tá desatualizada. Beeeem desatualizada. Caraca, aí. Tô revelando vários segredos meus pra você! Isso não vai virar uma ricotta não, né?"

"Relaxa! Num vai virar Ricotta não!"

(...)

 

"Ricotta, já pensou se a gente ficar achando que o outro manda mal depois de se comer?! Pô, eu vou te zoar!"

"Pô, demoroo, pode zoar. Vou te falar até que ultimamente eu tenho andado meio egoísta, sabia? Mas acho que é porque eu tenho comido as mulheres erradas."

"Pô, se você me deixar chupando o dedo, vou ficar profundamente decepcionada contigo! Vou espalhar pro seu mailing inteiro que você manda mal."

"Nem vou te decepcionar não!"

"Até porque com o brinquedinho que você tem, teria que ser muito prego pra mandar mal, você já tem meio caminho andado."

"Brinquedinho? Como assim??"

"Pô, Ricotta. Vou ter que ser mais explícita?"

"Juro que eu num entendi mesmo!"

"Caraca, tu é lesado."

"Pô, meu pau num é grande. Então realmente num sei do que você tá falando..."

"Porra!! Você acha pequeno? Cê deve tá vendo muito filme pornô, rapaizinho..."

"Você tá falando sério? Acho que você tá confundindo paus."

"Vai à merda, menino! Sei bem de que pau eu tô falando!"

"Pô, ele é bem normalzinho no tamanho."

"E justamente por não ter nada de absurdo, é perfeitinho. Pau pequeno ninguém merece! Desculpa, eu sei que você deve ter ouvido a vida inteira aquele papo de que tamanho não é documento. Lamento informar: É SIM! Mas aquelas coisas muito enormes são incômodas, tornam algumas posições bem difíceis de se realizar. Logo, o ideal é aquela coisa com um diâmetro meio termo e um comprimento idem. Sacou? O que faz você o Feliz Portador de um Pau Satisfatório!"

"Cara, é sério isso? Tá começando a dar vontade de transformar isso aqui numa Ricotta!"

"Homem é um bicho vaidoso, né não?! Basta elogiar um pouquinho a ferramenta do menino pra ele querer expor o elogio!"

"Cara, vou te mandar a real. Eu sempre tive muita nóia por achar meu pau pequeno, sabia? Uma vez eu até perguntei pr'uma puta, mostrei pra ela."

"E o que ela disse?"

"Ela falou que eu não era um negão e tal, mas que era tranquilo. Putz, foi um alívio! Mas depois de um tempo, comecei a perceber que a minha bolação era mais com o tamanho do saco. Eu queria ter sacão."

"Fala sério! Sacão é mó feio! Uma das coisas mais feias que um mulher pode presenciar nessa existência terrena é um homem de costas com aquele saco enorme pendurado. Sempre falava pr'um ex que tinha mania de não usar cueca USA CUECA SENÃO ESSA PORRA VAI FICAR TODA CAÍDA E QUANDO TU FICAR VELHO O NOSSO GATO VAI BRINCAR COM O TEU SACO QUANDO TU TIVER SENTADO NA CADEIRA DE BALANÇO!"

"Então saquinho é ok?"

"Claro! Saquinho é o que há!" 

"Pô, por que ninguém nunca me disse isso quando eu tinha uns 15 anos?? Ia me poupar de vááárias nóias."

"Eu sempre fui bem desencanada com tudo, mas teve uma época que eu queria ter mais peito. Tipo, ainda acho que se eles fossem maiores, ia ser irado. Mas convivo bem com eles." 

"Cara, eu nem curto mulé com peitaca. Mega peitos sempre caem algum dia."

"Mas podia ser maiorzinho, né?? Enfim, é o que temos. E no conjunto da obra nem faz tanta falta."

"Pô, eles são tão bonitinhos! Fala sério!"

"Tinha até esquecido que você conhece eles de perto. Aí, tu já fez menage?"

"Cara, eu tenho que te contar uma parada muito loka que rolou esses dias..."

"Fala aí!"

"Outro dia eu conto."

"Num acredito! Vai me deixar na curiosidade?!"

"Vou."

"Que vacilo, mas só diz se tem a ver com menage..."

"Tem. E vou te falar que a história começa com um beijo à três na Casa da Matriz. Minto. Começou mesmo com duas garotas numa web cam aprontando horrores."

"Tá, então depois você me conta. Aí quando você me contar, te conto o que rolou comigo, uma stripper ruiva e um amigo meu..."

 

* Felipe Ricotta é artista sensível com feeling.



Escrito por Felipe Ricotta às 19h56
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RICOTTA #390 - WORK IS FOR SUCKERS


WORK IS FOR SUCKERS porfelipericotta                                                                                                                                                                                                                                                                                         

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"Work Is For Suckers."

Quer viver rápido, inconsequente?

Vai morrer e não vai deixar família?

Vai deixar um legado, sei... isso pode importar mais, vai saber.

E quem te suporta quando tu dá de cara no chão?

"Família é quem te acompanha." - às vezes cê nem conhece.

Quem te bota pra baixo ganha a distância de presente.

Bens materiais pra ser socialmente aceito, dinheiro compra bajulação que gera mais dinheiro... mas e quando você tem o que eles querem mesmo sem precisar de muito?

A briga dos escrotos é comprada da mesma forma, amigo.

Quando viu, já tá dentro e não quer mais sair.

Diferentes mundos que se colidem vez ou outra, vira amor, vira raiva, vira relação.

As mentiras não são mais lindas, são vergonhosas.

Depois que a culpa se vai, elas se tornam risíveis e doem menos.

"Sabe, ultimamente eu não quero falar nada. Só fico sacando, sacando... pra na hora certa... sabe a hora certa?"

A hora certa pra alguns é o tempo todo, o máximo que der...

Mas a tão temida guerra das vaidades pode virar uma bobagem qualquer quando você simplesmente desiste dela e tira todo o peso da babaquice de cima de você.

(...)

Se entrega de corpo aberto ao inimigo, aceita o recalque teu e o alheio, luta pela paz interior e logo depois, instaura o caos ao teu redor que é pra todo mundo ficar sabendo quem pode tá no comando, mas deixa o comando pra quem precisa.

Só não esquece do tesão de saber que dá pra viver dos sonhos enquanto os cagões se escondem atrás dos seus medos, dizem não e riem na tua cara toda vez que você embarca em mais uma causa impossível. 

Quando tudo der errado de novo - porque você é teimoso e vai dar, sempre dá merda de novo...

Enfim, quando der merda de novo... (e eles avisaram que ia dar, não se esqueça)

Porra. Quando der merda de novo,  levanta.

E começa tudo de novo.

 

* Felipe Ricotta é artista sensível com feeling.

"... i've got the devil in my pocket, i ain't loookin back..." - a www.myspace.com/kayhanleymusic  canta sorrindo pra mim.



Escrito por Felipe Ricotta às 04h03
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ME COMPRA? ME SUSTENTA?

01/05/09

"Você Não Veio, Porra."
Escute três versões diferentes da música.
Versão Original em www.myspace.com/felipericotta1.
Versão Ao Vivo com Luciano Grossman e Rodrigo Pastore em www.myspace.com/felipericotta2.
Versão Demo com Felipe Maia e Daniel Ajudante em www.myspace.com/democraciadofiladaputa.
(...)

Você Quer Ouvir As Primeiras Demos Da DemocraciaItajubana em Primeira Mão?
Email pra carolazevedomorreu@hotmail.com
(...)

Você é ator/atriz, curte o www.carolazevedo.zip.net e quer participar de um filme inspirado nele? Email pra carolazevedomorreu@hotmail.com
(...)

Quer comprar o cartão de download do disco?
Email pra carolazevedomorreu@hotmail.com.
Ele é vendido nos shows e nas ruas.
(...)

Clipe de "Garota Frank Jorge" estréia na internet no dia 18/05 e a primeira coleção de demos gravadas em Itajubá-MG, a DemocraciaItajubana, também sai em Maio.
(...)

Agradecimentos especial aos fãs que tem comparecido, tanto no virtual (e de longe, inclusive de cidades que nunca estive) como no mundo real nos shows. O conceito dos shows é que MÚSICA NÃO TEM FORMA, nenhum arranjo é definitivo, nenhum timbre é intocável. O disco "Você Não Entendeu Porra Nenhuma" é um disco de música eletrônica, visto que seus timbres foram todos manipulados por computador.
Os shows dessa turnê são orgânicos, a sonoridade das canções totalmente influenciada pelo momento de cada músico que compartilha comigo do prazer de

improvisar em cima do disco e sentir a adrenalina do erro.
A idéia do artista trabalhar em cima da exposição de seu erro foi iniciada nesse meu trabalho quando lancei os primeiros takes e demos de algumas músicas antes de suas respectivas versões originais nas "democracias" lançadas no Myspace a partir de 2006.
(...)

Com amor.
RicottaProduções.



Escrito por Felipe Ricotta às 03h55
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RICOTTA #548 - O QUE ME IMPORTA MESMO...

O QUE ME IMPORTA MESMO É... por felipe ricotta

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www.myspace.com/felipericotta1

www.myspace.com/felipericotta2

As más companhias me atraem.
De uma forma diferente do que as boas companhias.
Todas elas são necessárias.
Todas elas são iguais, no fim das contas.
Daí eu fico aqui todo idiota esperando todos os idiotas perceberem que sempre é na boa intenção.
É só pra fazer o mundo girar.
Simplesmente você escolhe o silêncio porque quer se preservar da podridão do mundo.
E se guardar pra coisas belas como liberar toda a agressividade de uma vez só em cima de um palco
ou simplesmente inventar mais formas de se amar ao próximo e, principalmente, se dedicar mais à quem tu escolhe contar tudo
que tu não pode contar por aí porque o padrão te ridiculariza e você já está de saco cheio de entrar em todas as brigas,
certo?
E daí tudo passa
a fazer sentido.
Todo o tempo guardado, todas as pessoas que ficam incomodadas com isso, as que querem só te fuder um pouco pela diversão
e depois te amam loucamente como se fosse a primeira noite.
Os interesses, as escolhas.
(...)

A segunda noite sempre é melhor.
Como uma vez um amigo falou, "é como o pinball quando tu puxa a mola ali", o momento que antecede a soltada.
Daí pronto.
Quando vem a porrada, ela é inesquecível pros meros mortais, os que observam.
Daí enquanto os mais velhos continuam enchendo a porra do saco dizendo que os mais jovens só fazem merda, alguns dão risada
e premeditam tua queda, outros não conseguem guardar nenhum segredo pois certos segredos têm prazo de validade.
É uma questão de sobrevivência, não?
Como separar a arte da vida com tanta precisão?
É como lutar contra o poder da loucura das mulheres, por mais que tu não vai se deixar controlar - porque você tem que manter
a fama de mau, lógico - a vida como uma micareta vêm à cabeça, não se pode controlar a informação nem a cabeça de ninguém.
Mas tu pode saber jogar e fazer os do mal se fuderem, embananando-os nas falhas das suas extravagantes farsas, é tudo uma questão de tempo.
O mundo me ensinou a atuar onde não há paz.
E sucesso é saber se sentir vivo, custe o que custar.

"Porra, dá pra esperar eu terminar de escrever? Tem que ficar gritando no meu ouvido?"

Onde dá pra ver falsidade onde ninguém se escuta direito?
Eu te dou o que eu posso dar, não tá sendo suficiente?
Respeito a gente impõe da pior forma possível pra tudo ficar na mais profunda paz logo depois.
A longo prazo, o silêncio vira combustível e quando pega fogo...
Quando os demônios ficam mais claros que os anjos, a gente embala na cauda do cometa do mal.
Mas no fim da noite, a gente cola mermo é com os anjos, saca?
Os mais sacanas, lógico.

"Hã? Quê? Que foi?"

EI, AMOR. VC PRECISA VOLTAR PRO PLANETA.

"Como assim voltar? Agora eu já tô muuuuito longe, deixa eu ficar, amanhã eu volto."

TÁ, ENTÃO VAI.
 

* Felipe Ricotta é artista sensível com feeling.

...MAS COMO EU IA DIZENDO, O QUE ME IMPORTA MESMO É O NOVO DO SUPERDRAG QUE SAIU.



Escrito por Felipe Ricotta às 15h27
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RICOTTA #108 - NÃO COMA SUAS MUSAS(DE PRIMEIRA)

"Eu não desaprendi a amar. Só tenho andado com as garotas erradas, baby."

 

Quando o tempo só serviu mesmo pra que eu descobrisse que meu cabelo fica legal mesmo é quando eu reparto ele mais pra perto do centro da cabeça do que de costume.

É lógico. Isso é um exagero, os anos me trouxeram coisas maravilhosas.

Eu tenho andado com dificuldades grosseiras pra conseguir entrar de novo numa academia, isso é algo.

Além disso e talvez um pouco por causa disso, as sacações tão pipocando cada vez mais.

 

"Não se esqueça de que você é um escritor, hein?"

 

Enfim.

Eu nunca penteio o cabelo do mesmo jeito mesmo.

 

NÃO COMA SUAS MUSAS (DE PRIMEIRA) por felipe ricotta (deluxe edition)

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"Now she's gone. Love burns inside of me." (Black Rebel Motorcyle Club)

 

Assistindo NOVE CANÇÕES, o filme, me apaixonei de vez pelo Black Rebel Motorcycle Club.

E descobri o real significado de YOU WERE THE LAST HIGH do Dandy Warhols, música escrita em parceria com o gênio Evan Dando, segundo meu background de infos desnecessárias internéticas.

Mas ela achou o filme uma merda, fiquei sabendo depois.

 

"Já viu AOS 13? Esse sim é um filmão!"

 

Acho que fiquei um pouco mais a fim dela depois desse comentário, mas isso não significa que eu não tenha achado que foi algo bem idiota de se dizer.

(descobri dias depois que estávamos falando sobre filmes diferentes, ela ainda não viu 9 CANÇÕES...)

Quando uma mulher incomoda a minha INTELECTUALIDADE ADQUIRIDA INDIE-ALTERNATIVE DE MIERDA, é porque ela tá no caminho certo pra me conquistar.

Foi, digamos assim, uma absurda falta de sensibilidade, pô!

Como assim ela não achou lindo aquelas cenas de sexo explícito divididas entre todos aqueles shows legais?

Pô, o cara na Antartica no meio daquele gelo todo, viajando naquela analogia perfeita e...Olha, eu preciso ver esse filme de novo e ter a certeza absoluta de que ele tem tudo a ver comigo e com 97% do público da maioria dos shows legais e vazios que rolam aqui no falido underground carica.

O que impede a identificação instantânea do meu pau com o pau daquele maluco entrando e saindo é algo que tem a ver com o vazio de se fechar num estilo de vida repetitivo, saca?

Hoje quando eu me percebo assistindo shows o tempo inteiro e fazendo sexo o tempo inteiro (com garotas diferentes, o que é uma pena mas a culpa não é só minha), clamo por Micaretas, retorno às raízes itajubanas, amigos playboys e até mesmo pelo GOL, O GRANDE MOMENTO DO FUTEBOL.

Como um bom rocker contestador, cago pro rock de vez em quando só pra contrariar essa nuvenzinha escura da contrariedade que às vezes enche a porra do meu saco.

Ou então, eu sacaneio mesmo e acabo conseguindo de verdade me emocionar ouvindo RIDE THE WIND do POISON ou algo do JEFF BUCKLEY com a mesma intensidade . E isso não é pra qualquer fanzinho de Sonic Youth não, falou?

(...)

 

Meus textos ficam muito melhores quando eu consigo exorcizar os fantasmas das bandas que eu assisto e dos malditos assessores de imprensa, que não tem a menor culpa por serem malditos.

Acho que preciso parar de ir à shows.

(...)

 

FESTCAP no Teatro Odisséia, um festival de bandas do CAP.

Se foi o da Uerj, então era o meu ex colégio.

Fiquei do lado de fora, uma das bandas tocava THE USED.

Na minha época, eu tocava BLINK e WANDER WILDNER.

Já se foram mais de 7 anos e todos os meus colegas de CAP envelheceram com dignidade - eu sinto cheiro de merda em alguns scraps de Orkut deles. E eu lá, na porta da parada, louco pra saber o que tava rolando. Olhava pras gatinhas alternativas menores de idade na porta e...

 

"Já ouviu falar de Síndrome de Peter Pan?"

"Então... eu tenho." - e sinto vergonha por mim mesmo mais do que o necessário só pelo tesão martírico da coisa, gatinha do CAP.

O bom de ficar velho é que você acaba criando uma relação doida com as gatinhas menores de 18. Elas precisam de você pra se iniciarem com mais segurança nesse processo louco, nesse aprendizado COMO AGIR E SE PORTAR COMO MULHER DE VERDADE NESSE MUNDO.

É algo sexual, mas que não precisa se transformar em ato. Está muito além disso.

Enquanto você precisa delas (por vários motivos mas principalmente) pra fazer ciúme nas garotas da tua idade que em sua grande maioria são um saco ou então estão namorando algum Pato Gordo Com Pêlos No Peito.

É algo sexual, mas que não precisa se transformar em ato. Está muito além disso.

Mas nessa brincadeira, você pode dar o azar de se apaixonar.

Ou até mesmo dar a sorte de poder escolher e inventar Amorzinhos Love Story pra poder brincar de Drama Queen.

Se aumentar ou se diminuir na Escala Emo Sentimental conforme às necessidades criativas artísticas - meus textos, minhas músicas, meus melhores momentos.

E cagar pra elas enquanto elas se sentem Musas Inspiradoras.

(ps: ah, se elas soubessem sobre o egofreak fdp dichavado que sempre comanda o meio campo, bate pra caraleo Simeone Style e principalmente, que tem um pusta estilo quando quer, eu assumo.)

(...)



Escrito por Felipe Ricotta às 01h28
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CONTINUAÇÃO DA RICOTTA #108

"Você é minha idealização mais foda de todas. Mas nem precisa ficar se achando por isso. Pois ela é minha e não sua, porra."

 

Eu gosto de deixá-la em casa.

Não falar nada, travar a vontade tesuda pra magia morrer de chapada.

E deixar ela sentir no ar o meu prazer de querer protegê-la dessa merda de mundo, principalmente das pessoas idiotas.

 

"Aí, Ricotta. Essa garota é mó piranha, tu fica dando muita moral." - dos homens idiotas que se apavoram com ela.

Acho que hoje eu comprava a briga, ela vale a pena.

Mas enfim, ela nunca saca o silêncio confortável, sempre estraga tudo.

 

"(...)" - como assim eu sou um amor, cê tá loka?

 

Ela ainda não percebeu, e ninguém nunca percebe, a importância de se construir uma relação, sem saber direito onde aquilo vai dar, o que vai se tornar.

Enquanto ela não sabe direito o que está acontecendo e fica falando qualquer merda pra disfarçar o medo - cabeça de mulher alcoolicamente aditivada gera caos, elas já têm Os Hormônios em Fúria, saca? - eu fico em outro plano lapidando a tensão sexual.

Boto metade dela (da tensão) dentro do bolso da calça, bem perto do pau, que é pra MAGICAR a foda e a outra metade vai dentro do bolso da camisa social do meu pai que eu uso, bem perto do coração, que é pra transformar o desejo inexplicável em sentimento.

Às vezes, eu quase chego a acreditar que ela entra no jogo também.

Com o olharzinho de menininha combinando com o sorriso, a tirada certa de putinha inexperiente que fala demais.

O jeito mais doce de dizer NÃO é o melhor chamariz pra outras insinuações. Então eu continuo me insinuando e torcendo pra ganhar doces NÃOS.

Ela se despede, beijo no rosto broxante, sai do carro deixando o link pro dia seguinte como sempre e eu aceito a bundinha dela balançando rua afora se afastando do meu campo de visão. Até que eu abro o vidro do carona e berro EI.

Lá de longe, ela vira e olha pra trás.

 

"Eu te amo." - é lógico que eu me esforço o máximo possível pra soar irônico.

"(...)"

 

Ela vacila e o sorriso, que era originalmente apenas pra dentro, acaba vazando pela boca.

E ela manda eu me foder por mímica, balançando uma das mãos.

Platonismo com o timing ideal é o auge do poder da prorrogação do prazer, mas é difícil administrar isso. Cê pira.

(...)

 

Até que com o tempo eu canso e mudo de tática, passo a fingir desinteresse - o orgulho, porra.

Fraquejando às vezes, lógico.

Nem o pau nem o coração são de ferro.

 

"Dorme lá em casa hoje."

"Não posso, tenho que abrir a loja."

"(...)" - vá à merda então, te odeio.

 

Dias se passam, a raiva pós-fora te guia a caminhos mais audaciosos, aparecer com outras, beijar outras na frente dela.

Ela passa a acreditar que você definitivamente tava só falando da boca pra fora, que era só tesão de álcool, boemia forçada.

Pronto. Fica tudo de igual pra igual de novo.

Mas não dura muito porque eu já fico louco pra mostrar pro mundo (e pra ela) que ela não sai da minha cabeça. E começa tudo de novo.

Quando essa folha de caderno tava em branco uns minutos atrás, eu tava fazendo tudo certo pra te conquistar. Agora que você tá lendo isso aqui, voltei pro Limbo Amigo, verdadeira Casa Dos Artistas.

O doido é perceber que o meu poder SÓ funciona com todas as mulheres do mundo que vão me ler e vão me querer. Menos com você.

Com elas, eu me banho em vaidade, ganho o dobro de força.

Pr'eu chegar perto de você de novo e ser sugado até a alma.

Pra você me deixar exatamente como eu quero ficar.

FRACO E TOTALMENTE DEPENDENTE DESSE TEU IT, putinha.

 

* Felipe Ricotta é artista sensível com feeling.



Escrito por Felipe Ricotta às 01h22
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WWW.MYSPACE.COM/DEMOCRACIADAPUTAQUEOPARIU

 



Escrito por Felipe Ricotta às 22h40
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MAIS UMA DEMO DO SEGUNDO DISCO "RECADO PESSOAL INCLUSO"

EM WWW.MYSPACE.COM/DEMOCRACIADOVALAIR

RICOTTA. PORQUE SE TODO MUNDO TÁ CONTRA AGORA, É PORQUE ESTAMOS NO CAMINHO CERTO.



Escrito por Felipe Ricotta às 11h00
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Demos do segundo disco "Recado Pessoal Incluso" em

www.myspace.com/democraciadofiladaputa

 

RICOTTA. PORQUE NÓIS É TUDO UM BANDO DE FILADAPUTA MERMO.



Escrito por Felipe Ricotta às 05h17
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RICOTTA #222 - FLORIPA 1999

FLORIPA 1999 por felipe ricotta
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www.fotolog.com\felipericotta1


ATENÇÃO PASSAGEIROS DO VOÔ 1999 COM DESTINO À FLORIAN...


Não, eu vou pela estrada.


"Mas já não tem mais como, a passagem já está comprada."


Foda-se. Eu vou pela estrada 666, baby.
(...)


E assim começou o que eu resolvi chamar de livro.
A Ricotta #406. - (procura ela aqui no blog ali embaixo...)
Desde 1999, eu faço a mesma maldita viagem, passo pelos mesmos lugares, e continuo
a lembrar do que aconteceu, e em como a partir daquilo, eu me dei conta de vez de como a
arte te pega de vez e não tem volta.
As palavras vão se pregando na tela da internet mas era pra ser livro, assim como o www.myspace.com\felipericotta1
que era um disco - e ainda é, segundo a Bolacha Discos, em 2009, quem sabe? Será necessário?
Assim como as demos, assim como todas essas histórias ao longo dos tempos.
Algumas relatos humorísticos em forma de hunter jr garotão, outras como a dupla
Mitch & Toother, outros totalmente ficcionais,os contos eróticos, os contos românticos...
e EI, COMO ASSIM ESSES MALDITOS JORNALISTAS DA ROLLING STONE NÃO ME CONSIDERAM UM ESCRITOR?

"Opa. Escapuliu."

É, dá vontade de falar também sobre como esse meio de viver que escolhi pode ser injusto
às vezes. Mas a intenção se volta pro irreal de novo.
O que me importa é Porto Alegre que me desperta a vontade de criar e me movimentar de novo.
O que me importa é fazer cinco cópias piratas do meu próprio disco e vender pra tentar pagar
a gasolina da volta.
O que importa é encontrar um jornalista das antigas e dizer pra ele EI, ESCUTA DE NOVO
O RITUAL DE LO HABITUAL do Jane's Addiction e reveja seus conceitos.

http://br.youtube.com/watch?v=4puFlZNIWvM

http://br.youtube.com/watch?v=Eb1Nf75M3LM

http://br.youtube.com/watch?v=NccuH5nDiKA

"Magoado." - ela diz.
 
"Talvez seja necessário, minha querida. Quero poder viver um pouco melhor sempre, poder
criar uns filhos, que tal?"


Às vezes a gente se martiriza trocando uma idéia com JC, que tocava no Grateful Dead.
Opa. Fazer humor com música e fazer música séria? Dá pra fazer tudo isso ao mesmo tempo?
Dá pra atuar, compor, gravar, trepar, fugir do trabalho mais cedo?

"Quem sabe dar uma malhadinha, hein? Tás meio caído, garoto de apartamento!"
"Má tu me conhece pra me chamar disso, linda?"
(...)

(já em Porto Alegre, Cidade Baixa)
Do Laika, lembro do Andy Kaufman e do banheiro e das duas se ajeitando na frente do
espelho... eu olhando e desejando ser sequestrado pelas duas...


"Cês moram juntas, é? Cês tão se pegando, é? Cês não querem me levar pra casa de vocês não?"

Volta.
Acabei lembrando que eu já tinha sido sequestrado por quatro moças que me tiraram da
Avenida Independência e me levaram pro Laika.
E falando no Laika, não vai me emprestar mermo a biografia do Andy Kaufman? Não quero
ler inteira, só quero ler uns trechos e poder contar uma ou duas boas histórias pra essa
nova geração do humor brasileiro, esses bandos de recalcados de merda que ficam tirando
sarro dos grandes humoristas das antigas do Zorra Total, aquela merda de programa cheio de
lendas vivas trabalhando.
Alguém tem a biografia do Andy Kaufman?
Os livros que gosto leio e dou, os gênios que eu admiro fujo de tudo que eles fazem
como o Diabo foge da cruz.
Mas o Diabo não foge da cruz, quem disse isso? O Diabo se masturba na cruz, no mínimo.

"Não?"

E quem disse que dá pra controlar quem te acompanha depois de um tempo?
(...)


(>>) - forward. segunda feira.
Show do www.myspace.com\walverdes no Cultura Rock Bar (Olavo Bilac, 251).
Alto pa caraleo, necessário.
A casa toda cheia de vinis, eu sozinho no aguardo dos novos amigos e amigas, tem vinil
do Europe, do Skid Row, do Rod Stewart, do Elton John e do Richard C...


(<<) - rewind. sábado à noite, sem dinheiro, sozinho e com o Elton.


Elton toca o seu piano mas eu não tô conseguindo dar a mínima pra ele nem pra ninguém.
Eu queria tá na rua, mas não tenho um puto no bolso, erro de planejamento, viver de
ripongagem sem comunicação móvel hoje em dia gera erros de planejamento mas vale a pena
pela picaretagem adquirida.
Normal, vamos escrever então.
Citando Joy, "as plaquetas não deixam". Meu tesão acumulado não deixa.
Entro em meu MMI (Mundo Mainstream Internético) e elas me fazer companhia pela noite no limbo.
Necessária também.


(<<) - rewind, sexta.


A Pata de Elefante ia tocar no Long Play e eu tava trancado num quarto de hotel por dois dias
desesperado pra que algo me levasse pra rua ou algo saísse da minha cabeça pra minha mão
e pra minha voz e chegasse combinando com o violão que me emprestaram, ela chupando meu pau e eu
achando aquilo tudo muito errado, pára tudo, volta pro real, conversa comigo e esquece esse
lance de querer dar pra mim e contar pras amigas tirando sarro de que tu deu prum legume.

"Olha, eu acho que você não entendeu porra nenhuma." - mercha. www.myspace.com\felipericotta1
 
De volta com a programação normal, acabei sendo apresentado ao estúdio Marquise51,
onde o Ray Z mixava as novas do www.myspace.com\identidaderock
Misturei a realidade com a ficção de novo, pulei o tempo e me vi nu numa piscina tendo meu primeiro
surto criativo musical satisfatório em termos de composição dos últimos tempos...
É, preciso parar de trabalhar um pouco, mas se eu paro a coisa não anda, essa é a vida
adulta, penso em Jeff Buckley e ele me diz...


Hey, it's a prison for a working day.

http://br.youtube.com/watch?v=Q71_uFKzCDo

* Felipe Ricotta é artista sensível com feeling.

Bonus Track: Entrevista pra Rolling Stone na íntegra. Feita por Ademir Corrêa.

AC: Qual o maior mico que você já pagou?

Passar dois anos fingindo ser jornalista pra arrumar um emprego na MTV.

AC: Até onde você iria por uma piada?

Eu me transformei em dois por uma piada, acho que isso é bem grave.

AC: Qual a situação mais engraçada que você já passou ou presenciou na vida?

Fazer mais sucesso como humorista do que como músico e escritor.

AC: Que piada sempre dá certo?

Mentir para a imprensa.

AC: Quem é o gênio incompreendido da comédia?

Esse ano teve dois programas que bombaram: 15 Minutos e CQC. Se parar pra pensar que eu faço parte de um deles e que eu desisti de fazer na tv o repórter-personagem sem noção que eu fazia pela internet que era bem na linha do CQC, acho que sou eu. Mas tenho noção de que as pessoas ainda não entenderam porra nenhuma.

AC: Para você, qual o momento mais engraçado da TV brasileira?

Eu não vejo TV, só os jogos do Flu.

AC: As coisas são mais engraçadas na vida ou na telinha?

Eu só faço o engraçado na tela. Fora dela, acho um saco essa modinha que tá rolando do humor. Mas tá acabando, tá acabando...

AC: Qual a maior zoada que você já levou?

Foi uma mulher, mas isso eu não posso contar.

AC: Tem algum apelido que não goste?

Eu fico muito incomodado quando me chamam de gênio.

AC: Minoria favorita para ser zoada?

Os jornalistas!

AC: Qual a piada do ano?

O disco de estréia de Felipe Ricotta chamado VOCÊ NÃO ENTENDEU PORRA NENHUMA.

AC: Qual o(a) brasileiro (a) mais engraçado (a) de todos os tempos?

Sei lá, tem vários.


Escrito por Felipe Ricotta às 18h51
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RICOTTA #19087654356785328 - PERDENDO A CLASSE NA USP

Festeeeeenha na USP. Fim de Novembro, 2009.

 

"Então... porque diabos você tá aí massageando o pé da dançarina?"

"Pô, porque tem uns pirralho tocano King Crimson ali, mano. Fica de boa aê."

O Tijucano Tarantínico pensava em violência o tempo todo, deve ter saído por aê liberar a bad em alguém.

No pátio, a galera da maconha se junta e nem percebe que se junta. Nego cola em território mas não cola em sintonia. Ou de repente cola e eu que estou completamente armado, vai saber.

Falta mulher. Diversão. Energia no corpo e rapidez na mente, as cervejas vão lá e estragam qualquer possibilidade da noite acabar bem. São Paulo é a cidade do pó, mas não pra mim.

Pista de dança e ela dança e dá uma piscadinha.

Acabo indo dançar com uma outra, a ruiva.

"Tá dando vontade de chegar mais perto..."  

Ela se afasta.

"Mas porra! Tava tocando Close To Me, porra!" - e deus abençõe Robert Smith, que veio até mim pela boca de um dos meus anjos disfarçados aqui na Terra.

It's a perfect day for... PERDER A CLASSE NA USP!

PERDENDO A CLASSE NA USP por felipe ricotta

www.carolazevedo.zip.net www.myspace.com/felipericotta1 www.fotolog.com/felipericotta1

Entra a trilha sonora...

http://www.youtube.com/watch?v=pLcO6iPMbyg

"Muito bem, caros amigos. Estamos aqui de volta pra tratar de uma questão muito delicada. Estou de volta pra faculdade. Hoje, amigão, tá tudo lindo e estamos todos de volta pra faculdade. Liberdade pra agir e queimar o filme, fazer questão de tomar um monte de fora pra poder botar a porra do pé no chão de novo e seguir em frente."

E enquanto isso, em Juiz De Fora, o amor brota em meio à toda essa putaria linda que circula minha vida hoje em dia...

"Só a gente se completa nessa festa."

O gesto mais puro.

(>>) - forward de volta à festeeeeeeeenha da USP.

"Cara, vou te falar uma coisa. Eu tenho me divertido muito com as pessoas interesseiras. As interesseiras são adoráveis nos seus pequenos desejos consumistas. No fim das contas, o sexo sempre fala mais alto, como sempre. Quebra o encanto do dinheiro e mostra o que é poder de verdade. O poder do ato."

"Nossa, cara. Concordo contigo, viu?" - o sarcamo universitário pentelhando mas divertindo.

Ela vira pro lado e diz pro amigo não deixar ela só.

"Não me deixa só..." - aqui com ele, ela quis dizer.

"Ei, vem cá. Agora eu fiquei ofendido. Tu tá achando que eu vou chegar em você? A gente não tinha se conhecido e tinha virado amigo?"

Quando eu conversava com outra, fez questão de chegar mostrando quem era e jogando o charme. Ao lado do amigo, virava bad trip.

(...)

"Vem cá, vocês são a banda da noite, certo? Que horas começa essa bodega?"

trilha sonora recomendada e perdendo a classe com o mestre:

http://www.youtube.com/watch?v=rXQQoaET-1M

depois temos:

http://www.youtube.com/watch?v=nyLhdPSkU_I

Não tinha ninguém no microfone, então eu invadi o palco e cantei, lógico.

HOJE À NOITE EU SOU O REI DO FUNK, O REI DO ROCK, A NOITE É MINHA.

(<<) - flashback! rewind!

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS. DUNLUCE IRISH PUB. O CAMARIM COM A VISTA MAIS LINDA DO BRASIL, É SÉRIO.

UMA TERÇA, FIM DE NOVEMBRO E...

"Cara, e agora? Vamo fazer um show de duas horas só com música própria?"

"Será?"

"Eu tenho uma idéia... vamo fazer um show instrumental?"

"Hã?"

"Tipo dançante, vamos fazer uns barulhinhos e tal."

(...)

(de volta à realidade acadêmica noturna dos alunos da USP...)

A primeira vez que eu toco com alguma banda é sempre invadindo. Pergunta pro www.carbona.com.br e

pro www.myspace.com/coquetelacapulco .

"Rapax, sempre achei que esse som era do George Clinton! Maldita internet e suas informações erradas!"

(...)

As garotas de São Paulo não sabem tirar a roupa.

"Ei, pode parar. As garotas que você conhece de São Paulo não sabem tirar a roupa, tá? Eu faço um strip show de bola, fique sabendo."

Mais à frente, temos mais duas que abriram um sorriso inicial mas desistiram logo porque perceberam minha intenção de perder a classe, lógico.

"Aí, você é do Rio, né?" - com aquela carinha de...

"Eu sou do mundo, minha filha. Você é só de São Paulo por enquanto. Pega leve."

Ou como diria meu amigo Ryan Adams... http://www.youtube.com/watch?v=YQfSve-aVaw

(...)

Acabado o show, fui fazer a social com os músicos e agradecer a canja.

Agora faço o jabá, ó.

www.myspace.com/devotosdaalvaroalvim

E me teletransporto pro papinho cósmico que rolava entre a galera da filosofia e a galera de história.

"Mas não é assim que o mundo funciona, bicho."

"Ah é? Me diz como é então, cagador de regra. Ou melhor, diz pra mim, o que você sente quando alguém chega cagando a regra?"

"Às vezes eu sigo a idéia, às vezes eu não dou a mínima e faço do meu jeito."

"É, eu acho isso bem rockenrou. Além disso, a regra é pra ser cagada mas nunca pra ser cumprida, raite?"

"Raite?"

"Não. Right. Eu curto americanizar, aliás, tô numa de curtir afrancesar também, vou me mandar pra Paris e vou tocar violão na rua."

"Ué, mas você não ia voltar pra faculdade?"

"Eu sou tão anti-acadêmico que faculdade eu só vou quando tem festa. Ou então à trabalho, que nem hoje. Mas eu juro que um dia eu perco isso. Quando eu tiver mais velho e gordo, sei lá."

"Mas você já tá velho e gordo!"

"Sério? Pô, amanhã vô dar uma corridinha então, dar umas braçada na pisça e tal."

(...)

(enquanto isso, um gringo fingia se apaixonar...)

"Hey, i bet you're a good kisser."

"I am a good kisser." - sorriso lindo.

O namorado dela se incomoda, tenta puxar ela pra longe mas ela volta. Ele tenta de novo, ela volta de novo. Ele desiste e fica por ali. Boa escolha.

O gringo deseja uma mas diz que quer a outra, que é pra deixar bem clara que a situação ali é de igual pra igual.

Até que o combate é inevitável.

"Is that your girl, man?"

"No."

"Oh, very nice. I'm gonna fuck her tonight. Do you mind?"

"Hey. Do you wanna fight? Is that what you want?"

"No, man. I just wanna fuck this girl. And if she's not your girlfriend, i'm gonna stay right here. Okay?"

(...)

(fim da noite...)

"Ei, não é que o teu strip é mermo do caraleo? Quer ser dançarina do meu programa de TV?"

* Felipe Ricotta é artista sensível com feeling.



Escrito por Felipe Ricotta às 15h21
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RICOTTA #133 - O DIA SEGUINTE

Você às vezes sente que a comunicação flui melhor por aqui?

Você também sente que comunicar nesse caso é se livrar da intensidade da parada que chega até a doer?

Olha, nem começa a ler se não for pra PERDER UM BOM TEMPO.

 

O DIA SEGUINTE por felipe ricotta (deluxe edition)

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"Eu Leio Ricotta" no Orkut -
www.orkut.com/Community.aspx?cmm=353210
"Eu Escuto Ricotta" no Orkut - http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=326550

 

 

Manhã Pós-Bailinho. 29 de Setembro de 2006.

 

http://br.youtube.com/watch?v=AG7CQ0YugFc

 

"Mas como assim a festa acabou? Ou melhor, começou a festa?"

 

A.

 

Ontem eu desencanei de você no bailinho.

Pior até que eu tava a finzão de finalmente te conhecer de verdade e te falar umas coisas.

Aliás, é exatamente por não ter tomado nenhuma atitude por enquanto que eu estou aqui agora.

Reparou que não precisa ter pressa?

Mas eu entendo a tua raiva, eu tenho sido um babaca.

Acabou de tocar A ULTIMA CANÇÃO do Wander, aquela que me fez chorar um dia no Circo Voador. E o clima é leve...

 

"Cara, posso te contar uma coisa?"

"Não."

"Pô..."

"Falaê então."

"No último show desse maluco, eu realmente me emocionei quando ele tocou essa música, sabe?"

 

...e de repente tô eu lá no bailinho.

Eu preciso te dizer que curti mesmo uns bons momentos e caguei pra você.

Se foi vacilo contigo?

Pô, foi sim. Eu confesso.

Mas não o fiz com o pau.

Fiz com o pau, com o coração e com a cabeça - os três em sintonia cósmica.

Então dá uma porra de um desconto, okay?

Mas afinal, você conseguiu entender?

 

(Se você quiser ENTENDER LOGO PORQUE NUM TÁ DANDO DE CURIOSIDADE, vai direto pra letra C. Se quiser idealizar uma parada mais legal, então desencana da letra A e começa de novo em B.)

 

B.

 

Bom dia, querida.

Quando você acordar, vem até aqui na sala - aliás, veste a minha camiseta branca social e vem só com ela, beleza? - e abre o bloco de notas chamado #133.

E daí lê tudo isso que eu tô escrevendo agora.

Quando você chegar até aqui, eu já vou estar lá longe, a umas duas horas de você na estrada.

E eu vou estar ouvindo A SONG FOR YOU do Gram Parsons e ela também vai estar tocando no meu winamp que eu deixei ligado baixinho no repeat e alguma hora aí você vai escutar ele dizendo pra gente AND TOMORROW WE'LL STILL BE THERE.

E vou estar tentando te imaginar...

 

I LOVE YOU DARLING, NOW I'M LEAVING.

HOPE THE SONG DON'T HURT YOU WHEN YOU CRY.

 

...tendo o teu primeiro sorriso da manhã lendo essa porra aqui.

E porra, é bom você saber que eu curto saber que o teu primeiro sorriso do dia foi proporcionado por mim.

 

(II) - pause.

 

"Aliás, você vai atender o celular quando eu te ligar ou não vai? Vou precisar pedir?"

 

(>) - play.

 

Daí eu fico pensando em você totalmente nua enrolada no lençol horas atrás e concluo que deveria ter te comido um pouco mais de manhã ao invés de ter saído sem despedidas.

Mas você sabe que eu tenho que ir, certo?

 

(Se você embarcou em B então pode ignorar C e pular logo pra D. Ou melhor, não ignore C.)

 

C.

 

Ainda falta dois anos. Esqueceu? Tá louca? Você ainda não tá tão apaixonada, vai? Eu sei que você é difícil.

Só não casa com ele antes, por favor.

 

D.

 

Porque será que hoje em dia é tão horrível assim LEVAR FÉ mesmo que você seja um idiota pro resto do universo?

Será que você ainda realmente me entende?

Saiba que o que você quiser entender "é", ok?

Não me responsabilizo. Fudeu.

A gente se cruzou.

E foi forte.

Desculpa, mas você já entrou faz tempo num caminho sem volta rumo a pertencer à minha vida de uma maneira bem intensa.

Eu já tô na tua, tu sabe.

E isso foi muito brega, puta que o pariu.

 

* Felipe Ricotta é artista sensível com feeling e canalha de mentirinha ou vice-versa.

 

"Já ouviu Elvis? Ou tu só finge que gosta?"

"Cara, tem gente que quer ser o Elvis. Eu escuto o Elvis, penso ESSE CARA É BOM E TAL mas sei lá, já tá me dando vontade de apertar o stop e pegar o violão porque tá vindo uma melodia na cabeça, saca?"



Escrito por Felipe Ricotta às 03h39
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RICOTTA #03 - A FARSA SEXUAL DE...

A FARSA SEXUAL DE... por felipe ricotta (deluxe edition)
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Tudo começou com uma lembrança, uma fraqueza, uma necessidade mútua de fazer merda e estragar tudo. Ele e ela no telefone.

"Então, quer dizer que você tem que pensar no teu futuro, certo?
Também acho.
Agora, na boa... muito assustadora essa idéia que você pareceu ter sobre o que vem a ser o homem pra casar."

"Ah é? Então me fala sobre, tô muito com vontade de ouvir você cagando regra."

"Então, o lance é... engenheiro, trabalhador e que não vá te trair?
Você disse também que tem que achar um cara que seja igual a você.
Trabalhador e responsável, não é isso?"

"Exatamente."

"Me responde então, sua vadia.
Você acha que dá pra racionalizar a porra do amor?"

"Ai, que bonitinho. Você ainda acredita no amor depois de tudo que a gente já viveu nessa vida?"

"Você acha que é possível se apaixonar por alguém botando em primeiro lugar o que a pessoa FAZ ao invés de prezar o que ela É?"

"Opa. Agora você falou bonito, hein? Tô tocada, querido."

"Não se preocupa em procurar alguém que seja igual a você, é besteira.
As diferenças é que..."

"É impressionante como você parece que não escuta o que eu falo."

"Eu escuto sim, porra. Mas agora eu tô falando e eu quero é que você me escute."

"Você tá falando ou tá escrevendo?"

"Tanto faz, minha filha. O que eu tava dizendo é que as diferenças é que são ricas e..."

"Ah é? Então vai pegar uma micareteira, quero ver se tu aguenta um mês do lado dela."

"É foda. Você é tão garotinha do rock, tão negativazinha... faz a vampirinha, vai.
Faz mais uma vez que eu gosto. Me suga o tesão e me taca embaixo dessa tua nuvenzinha negra."

"(...)"

"(...)"

"Não precisa jogar na cara também."

"Eu quero te ver logo. Vem pra cá."

"Vem você."
(...)

(enquanto isso, anos atrás, um babaca cagava regras pra namorada. eles estavam muito apaixonados um pelo outro na época.)

"Entenda, querida. Esse fluxo que vem da troca de experiências entre dois seres do sexo oposto é muito mais intenso e produtivo quando as pessoas vivem mundos diferentes.
Lógico que embarcar nessa depende muito do teu jeito de levar a vida."

"Olha, você tem toda razão, viu?"

"Ah! Mas péra, deixa eu terminar o meu raciocínio... Se você é um tipo de pessoa que não faz questão de estar sempre vivendo coisas novas e se renovando a cada segundo, eu acho que..."

"Amor, eu fico meio triste quando vejo certos casais que não se amam de verdade."

Hoje em dia ela não leva mais fé na monogamia e me liga. E ele não consegue comer mais ninguém além da estagiária do escritório meio gordinha.
(...)

(no bar, horas mais tarde, aguentando o desabafo do amigo com o coração partido doidão de vodka)
"...e tudo isso porque essas mulheres não procuram intensidade, paixão, loucuras, sexo plantando bananeira, aventuras, amizade.
Sabe o que elas querem, Ricotta? Sabe? Carro, dinheiro, conforto, estabilidade, rotina, um pau pra ter apenas quando precisar, essa é a grande verdade, meu amigo."

"Cala a boca e bebe aí, vai."

"Tu já comeu minha mulher, meu cumpádi?"

"Quê?!"

"Tu seria capaz de fazer isso?"

"Olha... eu nunca te falaria que ela já deu mole pra mim, até porque você sempre cria uma ligação especial com a mulher dos seus amigos, mas..."

"Como assim?! Que papinho é esse?! Tu comeu ela, né? Seu filho da pu..."

"Porra, aí. Você não entendeu porra nenhuma! Outro dia eu te explico minha teoria, tu tá doidão demais hoje."
(...)

E você vai trocar essa experiência maravilhosa que é viver intensamente de verdade pra se esconder atrás de um fudido qualquer engravatado e sonhar com uma vida minúscula e bem sucedida?
Desculpa, querida.
Se depender de mim, vai sim.
Agora se tu quiser um backdoorman... eu te apresento à nova geração.
Porque eu cansei dessa porra de vida, o que eu quero mermo é uma mulé que quando eu saia de dentro dela, diga que quer ser SÓ minha com a mesma vontade, como se eu ainda tivesse lá dentro.

"Eu quero ser só tua, esse corpo é só seu, essa..."

"É? E mais tarde?"
(...)

"Bom, o que eu realmente queria te dizer é... Se deixa levar pelos sentimentos e bem depois, quando você já tiver pisando nas nuvens e com aquele BUZZ nas idéias, aí sim você pára e pensa em como vai administrar tua vida."

"Dá pra pagar as contas desse mês pelo menos? Depois cê sente o BUZZ, vai."

* Felipe Ricotta é artista sensível com feeling e essa história foi escrita anos atrás mas foi levemente adaptada aos dias de hoje.

...DE TODOS NÓS. FARSA SEXUAL? COMO ASSIM?

 

RICOTTA. NO UNDERGROUND! NO MAINSTREAM! E TANTOFAZ.



Escrito por Felipe Ricotta às 05h22
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RICOTTA #743 - A RICOTTA QUE NINGUÉM ENTENDEU

(a reflexão pré-estragação)
"Enfim que tá na hora de parar de olhar por essa janela, parar de olhar o mundo de longe e viver de perto. Conhecer umas garotas, de repente até trazer uma delas aqui pra casa pra gente ter uma noite de sexo chapado preguiçoso sem sentimento.
Mas na verdade não é por isso que eu tô aqui agora."
 
A RICOTTA QUE NINGUÉM ENTENDEU por felipe ricotta
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(mais tarde... descendo pra almoçar, ele e ela se encontram no elevador)
Vem cá, garota.
Deixa eu te perguntar uma coisa.
Afinal de contas, quantas você consegue ser num mesmo dia, hein?
Almoça comigo?
Não pode, é?
Teu namorado não vai gostar?
Foda-se ele, quero roubar você pra mim. Quer almoçar?
(...)

(horas atrás quando o sol mirrado de são paulo botava as manguinhas de fora)
Na piscina, ela ajeitou o biquini e fez questão de me mostrar um pouco mais do que não devia. Ela já sabe o que eu gosto de ver e (o) que me deixa louco. - não entendeu o parêntese ali no "o"? pensa que pode ser tanto um olho ou um mamilo. ou então é apenas uma forma de te dizer que a frase funciona bem em ambos os significados.
 
Eu realmente levava fé que as pessoas tinham que ser mais verdadeiras pra que possa ser mais fácil que os malandrões às enganem e o mundo continue a ser uma grande merda.
Mas daí eu percebi que os malandrões sempre se fodem a longo prazo, gozam rápido a curto prazo e quando bate o recalque, ainda ficam te tirando de lentos.
(...)

"Meu deus, eu tô criando um exército de monstros ao meu redor." - é a mania de achar
que eu sou o único malvado da história. nessas horas, eu tenho liberdade pra fazer o
que eu quiser e a culpa vai pro saco, eu não tenho culpa se você não é feliz com a vida que leva.
(...)

(enquanto isso, no mundo virtual)
"Ahan, alá. Entrou no msn e saiu logo em seguida. eu sei o que é isso, tá
procurando alguém."
"Que nada, amiga. Tá só querendo promover mais alguma coisa, repara."
"Sabe o que outro dia me disseram? Coisas terríveis, se eu te contar você não acreditar..."
"Ai, amiga. Eu fico pensando quando que a gente vai conseguir ficar sem falar
mal dos outros."

Mulher é foda.
(...)

(enquanto isso, de volta à piscina no outro mundo, o dos aparelhos celulares)
"Geraldo?"
"Quié, mulé?! Deixa eu dormir, porra."
"Geraldo, eu tô aqui na piscina e tem um coroa gordão me comendo com os olhos."
"Sério?"
"É sério."
"Porra, então dá pra ele."
"Não rola, ele é muito velho."
"Então faz o seguinte..."
(...)

(foi quando eu sentei do lado dela e falei OI)
"Oi, qual o seu nome?"
"Meu nome é Bia."
"Ah é? E você curte o quê?"
"Eu curto esse som aqui. Escuta." - ela me deu o headphone e durante o trajeto da mão dela saindo de seu ouvido e chegando perto do meu, eu não consegui deixar de olhar pro decote do biquini, essa parte é muito importante porque elas sempre percebem quando esse olhar é muito desesperado.
 
"Sério?" - fiquei ouvindo um tempo e pensando que classe é olhar pro decote fazendo cara de "desculpa, não deu pra controlar".
"Sério, ela tá bombando. Assiste no MTV Overdrive." - mercha, olha.
(...)

"Oi, tudo bem? É o seguinte, eu liguei pro meu marido pra ele passar óleo nas minhas
costas mas ele tá dormindo. Será que o senhor poderia me fazer essa boa ação?"
"A parada é a seguinte, vadia. Se tu quiser ir lá pra cima foder comigo, a chave do meu quarto tá aqui, sobe lá, me espera sem roupa deitada na minha cama e eu resolvo teu problema."

"?!"

"E espero que o seu marido não fique sabendo disso, porque se ele vier de graça, arrebento a cara daquele otário."


"Nossa, como o senhor é um filho da puta, hein?"

O cara virou de lado na cadeira pra tomar sol nas costas e disse:

"Pega a chave, taí embaixo da minha camisa."

Ela ficou um tempo sem saber o que falar paradona. Depois sentou do lado dele e ficou olhando pro nada com cara de quem não tava entendendo porra nenhuma. Era tudo que ela precisava, um pouco de atitude escrota masculina.

"Sabe aquela garotinha ali do biquíni verde, maria?"

"Meu nome não é Maria."

"Foda-se, eu vou te chamar de Maria. Sabe aquela ali?"

"Quê tem ela?"

"Comi ela semana passada."

"Sério? Me conta. Mas ela não é a mulher daquele cara que faz a novela das sete, o
______ _______?"


"Que nada, esse meio artístico é uma putaria só. Tu acredita mermo naquelas vidinhas
perfeitinhas que vendem na Caras? Quando o cara viaja pro Rio, ela sempre dá pra outros caras, falou pra mim que não consegue ficar sem."

"Olha, gostei de você, amigo."
(...)

(ela acordou, ligou a tv, tava passando o programa preferido dela. depois de um tempo, o celular tocou)
"Alô."
"Oi, meu amor. Tudo firmeiiza? Eu hoje acordei com uma puta vontade de cair pra
Maresias, que tal, hein?"
"Ai, olha. Posso te ligar mais tarde porque agora eu tô vendo tv?"

Foi pro banheiro, tinha dormido só de calcinha.
Vestiu o biquini e desceu pra piscina com o headphone no ouvido.
(...)
 
Ah, e apertou o botão vermelhinho do celular com gosto na cara do namorado 15 minutos depois quando ele ligou de novo.
 
* Felipe Ricotta é artista sensível com feeling.

A gente acabou almoçando aquele dia, se apaixonando, ela terminou com o namorado três meses depois, a gente se encontrou numa festa,
tivemos a pior foda do mundo na madrugada.
Mas o amor brotou mermo foi de manhã quando a gente acordou e teve a melhor foda de nossas vidas.
A gente queria até casar nas primeiras duas semanas, ficávamos falando disso na maior ironia até que ela se encheu, acabou voltando com o namorado depois da nossa primeira briga numa madrugada no Café Paris e agora eu tô aqui pensando nela, que nunca existiu de verdade.


RICOTTA. NO UNDERGROUND E NO MAINSTREAM.



Escrito por Felipe Ricotta às 00h31
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